Maratona Gran Bahía Vig-Bay: Uma estreia com boas indicações

Estivemos presentes na edição inaugural dos 42k desta prova galega e saímos de lá impressionados

Não sabemos se há algo por trás desta situação, mas o certo é que o último domingo (7 de abril) foi uma espécie de dia mundial das maratonas, tal era a quantidade de provas à escolha um pouco por todo o Mundo. Roma, Milão, Roterdão, Viena, Ibiza, Manchester, Santiago do Chile... Era só pegar no calendário e escolher a opção mais conveniente aos nossos objetivos, mas também à nossa carteira.

Ora, por aqui também decidimos abraçar o desafio de correr uma maratona (foi a nossa terceira do ano!), mas num cenário menos 'pomposo'... Partimos rumo a norte da Península Ibérica e estivemos presentes na primeira edição da Maratona Gran Bahía Vig-Bay. E mesmo sendo uma estreia, há que referir que esta prova surgiu integrada numa organização com vasta experiência, que já organiza a meia maratona com o mesmo nome há vinte anos.

Ainda assim, tal como nós corredores, saltar de uma meia maratona para uma maratona é sempre um passo arriscado, pois nunca se trata simplesmente de dobrar a distância. É muito mais do que isso... Mas mesmo com essa exigência adicional, a primeira nota a dar é que a organização está claramente de parabéns, porque naquelas horas de prova nada falhou. Não é uma prova de grande envergadura - considerámos mesmo que se trata de uma prova 'humilde', algo que se vê logo pela pobre zona de recolha dos kits de participação -, mas que dá ao corredor tudo aquilo que ele precisa. E nem o dia cinzento estragou uma experiência que foi mesmo para recordar.

Passando à prova propriamente dita, o primeiro ponto a referir é que se trata a determinado ponto de um percurso 'chato' por ter quatro zonas de retorno, a primeira logo ao fim de apenas um quilómetro... Não é agradável, mas entende-se perfeitamente pela necessidade que a organização encontrou de fazer uma maratona no percurso habitualmente utilizado pela meia maratona. Continuando a falar do traçado, de notar que não sendo uma prova plana (segundo o Strava o ganho de elevação é de 350 metros) as subidas não são tão demolidoras como noutras provas - Barcelona, por exemplo.

A correr em casa

Com um pelotão repleto de portugueses - e com os galegos a fazerem-nos sentir como parte deles -, o bom ambiente fez-se notar praticamente de início ao fim. É certo que temos longos espaços sem grande apoio, pois passámos em zonas rurais onde a população é reduzida, mas na verdade durante estas horas de corrida nunca estivemos verdadeiramente sozinhos, pois tínhamos sempre alguém para seguir em companhia. E depois tínhamos de forma regular a presença dos voluntários nos abastecimentos, que para lá de nos darem águas, isotónicos, fruta ou esponjas também nos deixavam uma palavra de força que nos ajudava a esquecer eventuais dores que surgiam.

E no meio disto tudo até o tempo ajudou, já que apesar de ameaçar uma enorme carga de água a chuva apenas chegou já para lá das 13 horas, quando quase todos os corredores já haviam chegado a Baiona, onde estava colocada a zona de meta desta Maratona Gran Bahía Vig-Bay. Lá chegados tínhamos à espera um enorme corredor de apoio, que nos recebeu como heróis. Mais de mil heróis que ficaram na história de uma primeira edição de uma maratona que nos parece ter muito para dar no futuro.

E sendo tão perto de Portugal... vale bem a visita!

Por Fábio Lima
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