Meia e Maratona de Lisboa adiadas para 2021

Carlos Moia deixa confirmou decisão a Record

Carlos Moia confirmou adiamento das provas a Record
Carlos Moia confirmou adiamento das provas a Record • Foto: Paulo Calado

Carlos Moia anunciou ontem, em declarações exclusivas a Record, que as provas do Maratona Clube de Portugal que estavam agendadas até final do ano, nomeadamente a Meia Maratona de setembro e a Meia e Maratona de outubro, não irão ser realizadas. Em aberto fica apenas a realização do Grande Prémio de Natal (em dezembro), mas com a ressalva de que apenas acontecerá caso surja uma evolução médica no sentido de proteger os envolvidos do coronavírus.

"Pela responsabilidade social que o Maratona tem, especialmente pela saúde dos portugueses, entendemos que este ano não há condições para realizar qualquer uma das provas que tínhamos programadas", disse-nos o presidente do Maratona Clube de Portugal, num contacto no qual deixou claro que todas as soluções que têm sido apontadas para resolver o problema a curto prazo "vão terminar todas mal". "Vamos afastar toda a gente no começo? Na corrida até podemos controlar tudo pelo chip, para serem separados nas partidas, mas quem garante que depois não se vão juntar todos? Seja na prova como no final...", questiona.

De acordo com Carlos Moia, a decisão agora anunciada em exclusivo a Record foi apoiada por todos os envolvidos. "Já falámos com as entidades competentes, que estão perfeitamente de acordo, pois entendem que é a melhor atitude, porque não há neste momento condições para levar a cabo as provas. Não podemos estar a empurrar com a barriga para depois fazermos eventos sem a qualidade que devem ter", frisou.

E quanto a quem tinha a sua inscrição já feita para as provas deste ano? Carlos Moia assume que o plano ainda está a ser desenvolvido, mas adiantou-nos que todos terão à sua disposição a possibilidade de transferir as suas inscrições. "Os atletas vão três opções: passar para o próximo ano, numa das duas meias maratonas que teremos, para 2022, ou então poderá passar para outra pessoa. Estamos disponíveis para aceitar a mudança de nome sem qualquer custo. Vai criar-nos problemas e custos adicionais, mas o atleta não pagará nada. Estamos em contacto com as Super Halfs e com os patrocinadores, tendo o apoio de todos, por isso sinto-me confortável em tomar estas medidas."

A Record, assumiu o impacto financeiro destes adiamentos, tanto para o Maratona - na ordem das centenas de milhares de euros - como para a própria cidade de Lisboa - "teria um impacto de 25 milhões de euros" -, mas deixou claro que "não há nada a fazer e todos vamos sofrer".

Lembre-se que estava prevista a participação de mais de 30 mil pessoas na Meia Maratona de setembro - as inscrições haviam esgotado várias semanas antes da data inicialmente prevista -, às quais se juntariam pelo menos mais 20 mil na Meia e Maratona de outubro.

Por Fábio Lima
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