Rhonex Kipruto encabeça elite da EDP Meia Maratona de Lisboa
Queniano é o 3.º mais rápido da história. Nas senhoras o destaque é Girmawit Gebrzihair, a 4.ª melhor de sempre
Seguir Autor:
O queniano Rhonex Kipruto, o terceiro mais rápido na história nos 21 quilómetros (57.49) e recordista mundial dos 10, é o grande nome da elite da EDP Meia Maratona de Lisboa, prova que se realizará dentro de pouco mais de uma semana, a 12 de março. Além de Kipruto, da elite esta quarta-feira anunciada destaca-se ainda a etíope Girmawit Gebrzihair, a quarta mais rápida de sempre na distância, dois grandes nomes que lutarão não só pela vitória mas também pelo bónus monetário de 50 mil euros para o recorde mundial.
"Sinto-me bem, estou em boa forma e espero ser muito competitivo em Lisboa, a 12 de março", referiu Kipruto, atleta que nos últimos tempos tem estado afastado da competição devido a alguns problemas físicos que se arrastam desde os 10 Km de Praga, em setembro último.
No pelotão masculino, para lá de Kipruto, de 23 anos, destacam-se na elite mais onze atletas com marcas abaixo da hora, com especial realce para Rodgers Kwemoi (58.30), Hagos Gebrhiwet (58.55) ou Sabastian Sawe (58.58). A marca a bater para o bónus de recorde mundial é de 57.31, fixada por Jacob Kiplimo na EDP Meia Maratona de Lisboa de 2021. No que a portugueses diz respeito, nota para três atletas que recentemente registaram novos recordes pessoais na distância: Rui Pinto (62.16), Fernando Serrão (65.01) e Hélio Gomes (64.32), isto para lá de Luís Saraiva.
Quanto à prova feminina, tendo como objetivo em termos de recorde mundial a estratosférica marca de Letesenbet Gidey (1:02.52), a etíope Gebrzihair, que em 2022 venceu a 'meia' de Ras Al Khaimah em 64.14, é a grande candidata, mas terá concorrência de peso, nomeadamente de das quenianas Margaret Kipkemboi (65.26), medalha de bronze na prova de 10.000 metros dos Mundiais do ano passado, e Catherine Relin (65.39). Além deste trio, nota ainda para a etíope Aalmaz Ayana, nona melhor da história da maratona (2:17.20) - é a segunda melhor estreante de sempre –, Francine Niyonsaba, atleta do Burundi que se estreará na 'meia' em Lisboa, e ainda a norte-americana Sara Hall, quinta na maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020. Em termos de representação lusa, Susana Godinho destaca-se das demais por conta da recente estreia auspiciosa na maratona (2:28.56, em Sevilha), mas estarão também presentes outras atletas com créditos firmados, como Solange Jesus, Sara Catarina Ribeiro, Dulce Félix e Ana Mafalda Ferreira.
Carlos Moia espera prova excecional
Com o lote de inscritos há muito esgotado, Carlos Moia mostrou-se satisfeito com a adesão popular e revelou ter recusado já vários pedidos de inscrições adicionais. Quanto à elite, o presidente de Maratona Clube de Portugal espera uma corrida memorável. "Gostaríamos de poder dar resposta positiva a todos os pedidos, mas tal não é possível em função da segurança e dos padrões de qualidade que temos de garantir a todos os atletas, profissionais ou amadores, que vão participar nas nossas provas no próximo dia 12. Temos vindo a esgotar a prova todos os anos e cada vez mais cedo, sinal evidente da confiança e da relevância que a prova assume no calendário anual das muitas provas portuguesas. Temos um lote de atletas verdadeiramente impressionante, a nível masculino e feminino, o que pode levar a que o record da prova seja mais uma vez batido. Não tenho duvidas que vai ser uma prova excecional!", afirma o presidente do Maratona Clube de Portugal.