Sara Hall entusiasmada para a Meia Maratona de Lisboa: «Adorava fazer um novo recorde pessoal»

Norte-americana volta a competir depois de período de paragem por lesão. Chega com confiança a Lisboa

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• Foto: Bruno Colaço
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Para lá da fortíssima elite africana, com a quarta mais rápida da história presente, a EDP Meia Maratona de Lisboa contará com a participação da norte-americana Sara Hall, uma das melhores atletas de sempre dos Estados Unidos - é a segunda mais rápida na 'meia' (1:07:15) e a quarta na maratona (2:20:32) -, neste que será um retorno após um longo período de ausência devido a lesão. Sem competir desde os Mundiais de Eugene, a veterana atleta de 39 anos assegura estar em boa forma e é sem medo que aponta a um novo recorde pessoal... pelo menos.

"Adorava fazer um novo recorde pessoal. Fiz uns treinos a esse ritmo e acho que é possível, depende das condições. Estive lá fora ontem e estava muito húmido e ventoso... Correr rápido depende muito disso, mas estou entusiasmada. Vamos ver!", assumiu a atleta norte-americana, em declarações a Record à margem da conferência de imprensa de antevisão da corrida lisboeta.

Com uma carreira tão longa, Hall assume que nunca passou por uma paragem competitiva tão longa (os Mundiais foram em julho). "Foi difícil. Foi a minha lesão mais longa. Foram 4 meses sem correr. Nunca me tinha acontecido. Não podia sequer fazer outro tipo de treino. A lesão foi na banda iliotibial e nunca sabemos quanto tempo vai durar. Foi assustador... Mas sinto que agora sou muito mais grata, por estar aqui a fazer o que amo. Agora só sorrio e desfruto quando treino."

Aos 39 anos, e a um mês de completar 40, Sara Hall é um exemplo de que a idade não é um impeditivo de novos recordes, já que com o avançar dos anos... ficou mais rápida - os seus recordes pessoais na meia e maratona foram feitos em 2022 e 2020, respetivamente. A Record, explicou parte do segredo. "Tenho uma grande equipa a ajudar-me. Acho que começar a correr maratonas mais tarde deu-me mais espaço para crescer. Continuei a tentar encontrar formas de melhorar a minha capacidade aeróbica, acho que fazia menos do que devia quando corria em pista. Havia espaço para melhorar. Tenho uma equipa fantástica a meu lado, tenho de lhes dar muito crédito".

E se pensa que é tarde para começar a correr e seguir o exemplo da americana, Hall lembra os passos dados pela sua mãe. "A minha mãe não começou a correr até estar nos 50. Não fazia nada até aí. Nunca é tarde para começar. Apanhou o bichinho e agora ama correr. Tentem, vão demorar a evoluir, mas vai acabar por ser mais fácil e mais agradável", frisou a atleta.

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