Saucony Triumph 19: amortecimento e segurança como notas dominantes

Quase a chegar à 20.ª evolução, modelo da marca norte-americana está mais leve

Quando nos chega às mãos (neste caso será aos pés...) um modelo com quase 20 evoluções a primeira sensação é a de que estamos perante umas sapatilhas com espaço consolidado e que, ano após ano, têm sido capazes de se reinventar num mercado em constante transformação e que conta com cada vez mais concorrentes. É aí que entram estas Saucony Triumph 19, um modelo que, como o número indica, vai já na sua 19.ª evolução que mudou bastante e... com a promessa de não ficar por aqui.

Numa altura em que a marca norte-americana aposta forte no segmento de performance, com os Endorphin a conquistarem espaço entre os pesos-pesados da gama, acaba por ser um bom sinal que é dado ao corredor casual, que busca conforto, segurança e amortecimento, o facto de um modelo como o Triumph se manter bem vivo e com mudanças de assinalar. Não se trata de um modelo leve (os 290 gramas assim o denunciam; têm 259 gramas no modelo feminino), mas a verdade é que quando as temos calçadas o peso não se sente de uma forma tão evidente como noutros modelos.

Muito por culpa da espuma de meia sola que está aqui colocada (a PWRRUN +), que nos dá uma sensação clara de transição suave a cada passada, uma absorção superior dos impactos e um retorno de energia bem interessante. Juntando estes três atributos, rapidamente se percebe que este é um modelo ideal para corridas longas a ritmos médios-baixos, para correr a velocidade cruzeiro, para acumular quilómetros sem grandes preocupações, visto darem à nossa corrida uma dose de amortecimento e segurança que provavelmente não iríamos ter num modelo mais leve e rápido. Não são desenhadas para correr a ritmos elevados, mas se for necessário levá-las a um patamar superior, também respondem bem, ainda que na Saucony haja outros modelos mais dedicados a estes treinos, nomeadamente o tradicional Kinvara ou os já falados Endorphin.

Outro ponto positivo a destacar é o conforto do nosso pé quando as temos calçadas. Algo que acaba por ser natural, pois este é um modelo para encaixar na categoria de amortecimento/conforto. A zona superior abraça o nosso pé praticamente no imediato, sem nunca dar aquela sensação de 'aperto' excessivo. A malha conta agora apenas com uma camada - ao contrário da dupla nos modelos anteriores -, o que para lá de reduzir ligeiramente o peso global também nos permite ter uma sensação de maior respirabilidade.

A língua é bastante 'fofinha' e bem recheada de material acolchoado, tal como a zona do contraforte do calcanhar, sendo apenas de destacar como ponto menos bom nesta zona superior os cordões, que nos parecem excessivamente 'elásticos', o que faz com que por vezes o pé possa estar um pouco mais solto do que o normal. Mas nada que comprometa, de modo algum, uma experiência de corrida que nos coloca no patamar dos bólides topo de gama.

Falando em topo de gama, também o material utilizado na sola não nos deixa ficar mal, já que para lá de ser bastante durável, o composto XT-900 possui uma tração de nível superior, seja em piso molhado, terra batida ou no simples asfalto seco.

Contas feitas, as Triumph 19 são, como dissemos acima, uma escolha certeira para encaixar na rotação para treinos de longa distância ou de recuperação. Estão mais leves em comparação com o modelo anterior (em praticamente 30 gramas), têm um drop de 8 mm (32.5mm/24.5mm) e são pensadas para corredores com pisada neutra. Estão à venda no nosso país por 170 euros, um preço que, não sendo dos mais baixos, acaba por estar em linha com o segmento no qual está colocado.

Por Record
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