Uma viagem aos encantos de Valência

Para lá de ter feito a maratona, Record partiu à descoberta da cidade espanhola

• Foto: Visit València

Fomos a Valência para correr a maratona, mas aquela cidade espanhola é muito mais do que simplesmente um palco de eleição para se correr uma prova rápida (conforme se viu nos tempos registados tanto na prova rainha como nos 10 quilómetros). Valência tem muito mais para descobrir e foi isso que tivemos a chance de fazer no último fim de semana à margem da nossa participação na prova.

E como somos assumidamente 'foodies', vamos começar a nossa viagem a Valência por um dos aspetos que mais nos encantou na cidade espanhola: a comida. Se vamos para algo tradicional (e obrigatório!) temos obviamente de dar uma chance à paella, um prato bastante típico desta região e que nos últimos anos tem conhecido imensas variações. Para lá da receita original (com cabrito, frango e até caracóis), já muitas outras combinações foram sendo lançadas, de forma a atender àqueles que não consomem carne e/ou peixe. Na prática, há paellas para todos os gostos, mas o essencial é mesmo saber escolher um sítio certo para a provar na sua essência. Da nossa parte, orientados por quem sabe destas coisas, fomos ao Palace Fesol, um restaurante bastante antigo localizado na zona central da cidade, numa refeição que acabou também por servir como 'carga de hidratos' para o dia seguinte - e onde provámos também algumas tapas naturalmente apetitosas.

Para lá da mundialmente famosa paella, Valência tem também uma outra iguaria ainda algo desconhecida: a horchata. Bebida bastante similar ao leite, a ser consumida fria, a horchata conta também com algumas variações, sendo que a valenciana é produzida com água, açúcar e tubérculos de junça. Pela adição generosa de açúcar, trata-se de uma bebida bastante doce (muito mesmo!), pelo que convém consumi-la com alguma moderação... E se quer ter a experiência completa, prove a horchata com uns fartóns, uma espécie de fartura (que também conta com algumas variações, desde o tradicional, ao de chocolate ou com recheio de creme) que pode molhar no interior da horchata. Uma explosão de calorias, nós sabemos, mas vale bem a pena!

E não se pense que em Valência só se come paella ou comida espanhola de qualidade. Tal como noutras grandes cidades, as opções gastronómicas de outros países têm também um espaço de destaque, numa panóplia de opções em que se destacam os excelentes restaurantes de comida italiana (pizzas e pastas), mas essencialmente aqueles que denotam uma curiosa 'americanização'. São às dezenas os espaços assumidamente de influência dos Estados Unidos, com hamburguers e sobremesas de deixar autenticamente água na boca. No nosso caso, e como só recomendamos aquilo que experimentámos, a nível de pizzas destacamos o espaço El Caminito, um restaurante ítalo-argentino com pizzas de excelente qualidade, ao passo que no que ao 'american lifestyle' deixamos como dicas o Beak & Trotter e ainda a cadeia Goiko Grill.

Uma cidade 'dividida' ao meio

E como nem tudo é comida, Valência tem também muito para descobrir no que a pontos de visita diz respeito. E bem que agradecemos, de forma a queimar as calorias que fomos acumulando! A nossa visita começou na zona nova da cidade, onde estava instalada a partida e a meta da Maratona, e onde se destacam a modernidade e os edifícios imponentes.

O ex-líbris é todo o complexo da Cidade das Artes e das Ciências, um enorme espaço idealizado por Santiago Calatrava e Félix Candela, que conta com edíficios emblemáticos como o L'Hemisfèric, o L'Oceanogràfic, o Palau de les Arts Reina Sofía ou o Museo de las Ciencias Príncipe Felipe. Em comum têm a sua localização (estão praticamente uns a seguir aos outros), mas também a sua orientação modernista e futurista, com formatos que nos permitem imaginar que ali está tudo e mais alguma coisa... Basta olhar para as fotos abaixo para se perceber aquilo que falamos.

Ali ao lado, num estado de conservação de assinalar, mora o Jardim do Turia, um enorme corredor verde com mais de 10 quilómetros - que começa na zona nova da cidade e acaba no Bioparc. É uma espécie de Central Park em ponto (muito) pequeno, que ali foi colocado há coisa de trinta anos para dar uma nova vida àquela zona da cidade. A ideal inicial, imagine-se, era fazer naquele ponto uma autoestrada a cruzar toda a cidade, mas as queixas da população levaram a melhor e, ao invés, foi construído um parque verde que é diariamente visitado por milhares de pessoas, tanto para passeios de final de dia a caminhar ou de bicicleta e até mesmo para treinos de corrida.

Uma viagem ao coração de Valência: a zona nova da cidade
Palau de la Música de València
L'Oceanogràfic
Cicloturismo, uma boa forma de conhecer a cidade de Valência
Parque Gulliver
Plano do telhado do Museo de las Ciencias Príncipe Felipe
Ágora
Museo de las Ciencias Príncipe Felipe
L'Hemisfèric
Palau de la Música de València
L'Oceanogràfic
Cicloturismo, uma boa forma de conhecer a cidade de Valência
Parque Gulliver
Plano do telhado do Museo de las Ciencias Príncipe Felipe
Ágora
Museo de las Ciencias Príncipe Felipe
L'Hemisfèric
Palau de la Música de València
L'Oceanogràfic
Cicloturismo, uma boa forma de conhecer a cidade de Valência
Parque Gulliver
Plano do telhado do Museo de las Ciencias Príncipe Felipe
Ágora
Museo de las Ciencias Príncipe Felipe
L'Hemisfèric


Uma viagem à história

Visitada a parte nova da cidade, o passo seguinte é seguir para a parte histórica, o chamado Casco Antiguo. Por ali são vários os pontos de interesse, mas melhor do que apontarmos alguns em concreto, o desafio é mesmo entrar nesta zona e ir descobrindo-a 'sem destino'. Neste registo o mais certo é sermos surpreendidos pelas ruas com jeito peculiar da cidade valenciana e até com alguns recantos desconhecidos.

Mas se quiser apontar a lugares concretos, a nossa recomendação passa pela visita obrigatória ao Mercat Central, um mercado muito ao estilo daquilo que vemos em Barcelona, com o Mercat de la Boqueria, ou em Madrid, com o Mercado San Miguel. Ali, muito para lá da brutal oferta de produtos regionais e tradicionais espanhóis, vale a pena sentir a vibração de todo o lugar, que se destaca por uma imponente construção.

Dali saídos, podemos seguir para qualquer um dos lados deste centro histórico, visitando pontos como a Plaza de la ReinaPlaza del Ayuntamiento ou a Plaza de la Virgen. E se as pernas estiverem aptas, nada melhor do que subir as 207 escadas e ascender ao topo do Miguelete, de onde poderá ver as melhores vistas da cidade. O esforço pode ser hercúleo, especialmente depois de uma maratona, mas o cenário que encontramos ao chegar lá ao topo vale certamente o esforço.

E se chegou lá acima e viu as vistas, certamente terá observado lá ao longe o Mar Mediterrâneo e as encantadoras praias da cidade. Aqui, mesmo em dezembro, é normal encontrarmos temperaturas bastante agradáveis, que até convidam a um (desafiador) mergulho naquelas águas. E se a ideia de mergulhar em dezembro (ou em qualquer outra altura que não o verão) não lhe parecer a melhor, pelo menos aproveite e dê um passeio nos incríveis passadiços à beira-mar ali localizados. Valerá bem a pena!

Uma viagem ao coração de Valência: a zona histórica da cidade
Vista da Catedral de Valencia
Plaza del ayuntamiento
Interior do Mercat Central
Estación del Norte
Plaza del Ayuntamiento
Plaza de la Virgen
Plaza de Toros
Vista da Catedral de Valencia
Plaza del ayuntamiento
Interior do Mercat Central
Estación del Norte
Plaza del Ayuntamiento
Plaza de la Virgen
Plaza de Toros
Vista da Catedral de Valencia
Plaza del ayuntamiento
Interior do Mercat Central
Estación del Norte
Plaza del Ayuntamiento
Plaza de la Virgen
Plaza de Toros


Está mesmo aqui ao lado!

Se aquilo que lhe dissemos acima o convenceu a dar uma oportunidade a Valência no que ao turismo diz respeito, saiba que de Lisboa e do Porto tem disponíveis voos diretos por parte de várias companhias, nomeadamente a espanhola Vueling. De ambas as principais cidades lusas poderá chegar em poucas horas a Valência para um fim de semana (ou uma semana completa) onde o desafio é tentar não se apaixonar pelos encantos daquela cidade.

Por fim, de assinalar que Valência está cada vez mais bem apetrechada de opções hoteleiras, desde os espaços mais em conta (hostels ou casas e/ou quartos alugados na plataforma Airbnb) até aos hóteis mais luxuosos. Tal como em todas as cidades há opções para todas as carteiras, mas podemos dizer que, contas feitas, Valência não é certamente das cidades mais caras que podemos visitar. Basta saber escolher, porque a experiência dificilmente irá desiludir.

Se tiver alguma dúvida, nada melhor do que visitar o Turismo de Valência, onde encontrará todas as informações necessárias.

Por Fábio Lima
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