Semana #10: O teste perfeito rumo ao grande dia

Jornalista Record cumpriu mais uma semana rumo à Maratona de Nova Iorque

Quando há três meses decidi que iria integrar a Maratona de Moscovo na minha preparação para Nova Iorque, estava bem longe de imaginar que esta prova iria ser tão importante para testar algumas das condições que poderei enfrentar dentro de mês e meio na Big Apple.

Não se tratou de testar ritmos, mas sim de preparar toda a envolvência da grande prova nova-iorquina, desde o clima (especialmente se estiver o frio habitual), ao descanso prévio, à nutrição pré e intra prova... Moscovo permitiu-me testar de tudo um pouco e, acima de tudo, reforçar a minha confiança agora que faltam seis semanas para abraçar esse enorme desafio que será correr a minha primeira Major.

Fazer a Maratona de Moscovo, confesso, nunca foi algo que me tenha deixado verdadeiramente nervoso. Não sei se isto poderá significar que estou a perder o respeito pela maratona (espero bem que não!), mas a verdade é que nunca senti aquele friozinho normal destas ocasiões, nem na semana da prova, nem mesmo na véspera. Friozinho (ou 'friozão') senti, mas foi mesmo das temperaturas negativas que por ali andavam.

Raio de ideia de ir à Rússia correr uma maratona em setembro...

Encarei sempre esta maratona como um treino longo. Um treino longo a um ritmo bem controlado que, no final, valeria uma medalhinha (bem gira, por sinal!). Só tinha de meter isso na cabeça e aproveitar o facto de levar comigo um grande amigo que a corrida me deu. Alguém que, tal como eu, em 2019 já limpou umas quantas maratonas (e só este ano começou...)

O plano era simples e estava bem definido: tempo final sub 3:40. Primeira meia maratona em 1:50; segunda meia maratona em 1:48. Plano dado, plano cumprido! Passámos à meia maratona em 1:49:53 e à segunda em 1:48:35. Mais segundo, menos segundo em relação ao plano traçado, fechámos a maratona em 3:38:28, isto com tempo para aproveitar o ambiente da prova russa, que surpreendentemente foi muito animada (poderão ler a minha análise da prova no domingo).

Sem forçar, sem exagerar nos ritmos, sendo sempre controlados, aproveitando a prova para testar tudo e mais alguma coisa, Moscovo foi mesmo o treino perfeito! Até porque, como disse na semana passada, ter a possibilidade de preparar uma maratona dentro de uma maratona é uma oportunidade única. Se for bem feito, tem tudo para dar certo. E aqui, na capital russa, fizemos tudo certo para chegarmos aos nossos objetivos com as pernas intactas: o Nuno para Frankfurt, daqui a um mês, eu para Nova Iorque daqui a mês e meio.

As maratonas alvo estão a chegar e as pernas estão a responder de uma forma bem positiva. As pernas e, mais importante de tudo, a cabeça, que já não entra em loucuras por estar numa prova. E esse, tal como na semana passada na Corrida da Linha, foi também um grande triunfo que trouxe de Moscovo.

Agora, a menos de 40 dias do grande dia da maratona mais importante do Mundo (para mim será...), só me resta atacar a fase final de preparação com a mesma mentalidade e foco que tenho tido até aqui e levar comigo todos os ensinamentos que tirei desta Maratona de Moscovo. Foi mesmo para isso que a fiz!

A décima semana em números

» 93,8 km
» 8:00 horas
» 5'07 de ritmo médio
» 6 treinos de corrida
» 1 treino de ginásio

Os meus treinos no Strava

16/09: Calmo
17/09: Calmo
18/09: Séries longas
19/09: Calmo
20/09: Calmo
22/09: Maratona

Dica #11: A recuperação é essencial
(Recorda a dica #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10)

Se estão a preparar uma maratona de outono, por esta hora terão já tido alguns treinos mais puxados e talvez até já testaram algo numa meia maratona ou numa prova de 10 quilómetros. É algo bastante utilizado e, a meu ver, funciona como um barómetro interessante para definir o objetivo a cumprir na prova alvo. Mas nada disso será um bom ponto de partida caso, depois desses treinos de maior exigência, não permitirem ao vosso corpo a recuperação necessária.

Sim, é certo que por vezes na preparação de uma maratona temos de saber treinar 'em cima' do cansaço acumulado, de saber ignorar a fadiga, mas nunca exagerem neste ponto. É que, tal como o descanso é algo essencial (descanso também é treino!), também a recuperação correta assume um papel fundamental. Só assim o vosso corpo terá capacidade de recuperar a energia que gastou para atacar a semana seguinte de treinos.

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Por Fábio Lima
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