Semana #4: Quando o primeiro 'longão' sai na perfeição

Jornalista Record cumpriu mais uma semana rumo à Maratona de Nova Iorque

No caminho rumo a uma maratona há vários treinos importantes, mas poucos terão tanta importância global do que os longos. Às vezes nem é tanto pelo facto de corrermos a um ritmo extraordinário (normalmente esses treinos até são feitos de forma mais lenta), mas sim porque é aí que descobrimos capacidades e forças onde, muito provavelmente, nunca pensamos que as teríamos.

Fazer um longo é sempre uma experiência de autodescoberta, quer tenhamos uma ou vinte maratonas no currículo. Ali, naqueles (longos) momentos, podemos refletir, ponderar aspetos da nossa vida, tomar até decisões importantes. Mas, acima de tudo, vamos mostrar a nós mesmos que somos bem capazes de mais do que normalmente acreditamos.

Esta semana, a quarta rumo a Nova Iorque, mostrou-me isso mesmo, com um treino longo que significou uma enorme injeção de motivação. Se me mostrou que sou mesmo capaz de lograr qualquer objetivo que almeje alcançar, este longo mostrou-me que, afinal, tenho em mim a capacidade de correr mais rápido do que acreditava ser possível. De tal forma que, depois de ter dado uma revisão nos meus registos noutros longos acima dos 30k (tenho uma pancada por este tipo de números, confesso), percebi que este foi o meu melhor de sempre. Assim, de forma inesperada, e a acabar ainda com (algum) combustível no motor.

Foram 30 quilómetros progressivos feitos em 2:24 horas, o que para mim é um grande registo, especialmente porque já venho acumulando uma grande carga (em quatro semanas acumulei praticamente 400 km), isto para lá de estar a atravessar um mês de agosto louco a nível laboral. Enfim, foi um longo do caraças!

Mas não o teria sido se não tivesse a incrível ajuda de quem, mesmo a uma sexta-feira de manhã, se disponibilizou para me dar dois abastecimentos. Não estava muito calor, é certo, mas correr 30k sem água seria muito penoso. Não foi o caso, foi um treino brutal e isso não seria possível sem eles. Obrigado Catarina, Rui, Hugo e Joana!

Cada vez mais confortável...

Quanto ao resto da semana, foi do mais tranquilo que me recordo... Não que tenha andado sempre a ritmos baixos, mas porque na verdade cada vez me sinto melhor a rodar mais rápido do que há uns tempos. Se há dois meses correr a 4'30 era algo que me obrigava a um esforço adicional, agora a pouco e pouco vou sentindo que esse é um ritmo ao qual me estou a aproximar e a adaptar. De certa forma estou a tornar o desconfortável de há dois meses em algo confortável no presente...

Tudo graças ao treino que tenho desenvolvido, com a enorme ajuda do Ricardo Ribas, o meu treinador. Quem sabe, sabe...

A quarta semana em números

» 94,9 km
» 7:58 horas
» 5'02 de ritmo médio
» 6 treinos de corrida
» 1 treino de ginásio

Os meus treinos no Strava

05/08: Calmo
06/08: Séries longas
07/08: Calmo
09/08: Longo
10/08: Calmo
11/08: Progressivo

Dica #5: a escolha do relógio
(Recorde a dica #1, #2, #3 e #4)

Na semana passada falei-vos da necessidade de escolher as sapatilhas adequadas e agora avanço para outro item que muitas vezes dá muitas voltas à cabeça dos corredores: o relógio.

"Devo comprar um topo de gama?"
"Será que aquele de 100 euros chega?"

Bem, este é um resumo muito breve daquilo que eventualmente passará pela cabeça de alguns dos corredores na hora de adquirir um relógio e, na verdade, para fazer a escolha tudo depende muito do vosso orçamento. Se para o corredor A gastar 500 euros num relógio é um investimento fácil de se fazer, provavelmente para o corredor B investir 200 euros já é um enorme corte no orçamento... e não há nada de errado com isso.

Passando a questão do orçamento, vamos a uma pergunta muito simples: para quê comprar um relógio mega avançado, com mil e um recursos, se apenas corremos e, muito provavelmente, não iremos usar metade das funções de um acessório ao qual apenas falta tirar cafés? Eu entendo o apelo que dá comprar um mega relógio, mas por vezes a melhor opção é mesmo ir para uma opção mais económica, onde temos aquilo que precisamos para registar os nossos treinos: tempo, distância, ritmo médio e tempos por volta. Assim, simples e eficaz.

E depois há também um pormenor que tenho reparado nos últimos tempos: a eficácia da captação do sinal e a fiabilidade do registo dos percursos. Pode parecer estranho, mas tenho cada vez mais a impressão de que os relógios mais básicos (Forerunner 235, 735xt, por exemplo) são os mais certeiros no 'desenho' dos nossos traçados... bem mais do que os Fénix, que custarão mais do dobro! Por isso, não havendo uma escolha óbvia, pensem primeira no que vão precisar de fazer com o relógio antes de investir.

Bem, se querem algumas dicas em relação a alguns, deixo-vos um link no qual apresento algumas das reviews que fiz a relógios de marcas como Garmin, Suunto, Huawei e Polar.

Até para a semana!

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Por Fábio Lima
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