Semana #6: A maratona ali ao lado

Jornalista Record cumpriu mais uma semana rumo à Maratona de Nova Iorque

Está fechada a sexta semana de preparação rumo a Nova Iorque. Desta vez com uma crónica algo tardia, mas o fim de semana foi aproveitado para uma curtíssima incursão a sul, para tentar corrigir este bronze de... corredor (sim, que isso do bronze de pedreiro já saiu de moda!). Não ficou corrigido, mas lá ficou melhorzinho...

Bem, vamos ao que interessa, os treinos nesta sexta semana.

Uma das mais longas até ao momento em termos de quilometragem, com algo mais de 100 quilómetros e a cereja no topo do bolo a ser colocada no longão da praxe, que desta feita representou toda uma nova experiência para mim. Não treinei com foco nos quilómetros e num ritmo específico, mas sim numa meta temporal, de forma a começar a habituar o meu corpo a estar em ação durante x período de tempo no dia da prova. Como o meu objetivo para Nova Iorque passa por concluir a maratona em 3:15 horas, foi isso mesmo que fiz no sábado...

A lógica deste treino, segundo o meu treinador, passa por "dar informação ao corpo e à mente de que no dia x vai ser obrigado a correr muito [em termos de tempo]". Já os ritmos, explicou-me são "trabalhados nos treinos intervalados e nos progressivos curtos". E como estou a ser seguido por uma pessoa com conhecimentos na área do atletismo, um antigo atleta olímpico, não há outra forma de encarar estes treinos: é aceitar, procurar entender (claro!) e cumprir.

E lá fui eu. Eu e mais quatro outros corredores, que tal como eu vão a uma Major neste segundo semestre - eu a Nova Iorque, os outros a Berlim. Sim, estou rodeado de máquinas, é verdade... De máquinas e pessoas fantásticas, que mesmo sem terem qualquer necessidade disso, se disponibilizaram para nos ajudar nas tão necessárias águas durante o treino. Uns treinam, outros ajudam (muito obrigado Nuno, Rui e Joana!), e quando assim é não há a mínima chance de o treino não sair bem.

Foram 3:15 horas num ritmo progressivo, primeiro na companhia da Mariana e dos Rui's, e depois mais uns 'pozinhos' a solo para chegar ao tempo definido. Cheguei aos 35 quilómetros em algo perto das 3:02. Tinha 13 minutos pela frente e, mesmo não necessitando disso, senti-me confortável o suficiente para fazer esse tempo final ligeiramente abaixo do meu ritmo alvo de maratona. Fiz mais dois quilómetros e meio, cheguei aos 37,6, e acabei com a melhor sensação que poderia ter tido: fazia a distância em falta sem problema algum.

Podia tê-lo feito, mas esses mágicos 42,195 são para ser feitos apenas no dia certo. Não apenas porque num determinado dia acordo com vontade de os correr. Tudo é feito com lógica e nestas questões de preparação sou o mais certinho possível.

(Vá, às vezes aventuro-me, mas é muito raro!)

Correr em 'cima' de pernas cansadas

Nesta semana experimentei também algo novo no que às sensações do corpo diz respeito. Tudo porque quis conjugar o meu longo ao daquele quarteto que se decidiu juntar às seis da manhã de sábado, quando (muitas) pessoas ainda estavam a sair dos espaços de diversão noturna.... Por isso, fiz essas tais 3:15 de treino um dia depois de ter 'espetado' 17 quilómetros progressivos - esses bem exigentes.

Isto fez com que, à passagem do 25.º quilómetro de treino de sábado, já tivesse corrido uma maratona nas últimas 24 horas... Estava cansado, não o nego. Sentia as minhas pernas pesadas, algo presas, mas sabia que só conseguia acabar aquele treino da forma desejada se contrariasse os sinais que a mente me dava. Porque sei perfeitamente que no dia da maratona vou passar por isso. A mente vai dizer para parar, para abrandar o ritmo, vai acusar tudo e mais alguma coisa e eu terei de ser suficientemente forte mentalmente para contrariar esses sinais para chegar à meta mais desejada.

Por agora a meta é outra e passa por conseguir concluir com êxito todos os treinos do plano. Algo que tenho conseguido fazer de forma satisfatória. Cumpro os ritmos apontados pelo meu treinador (nem mais nem menos) e a pouco e pouco vou sentindo que aquilo que era difícil agora se torna muito mais fácil (tal como vos disse na semana passada). E esse é o melhor sinal da evolução que tenho conseguido ter...

A sexta semana em números

» 100,6 km
» 8:29 horas
» 5'06 de ritmo médio
» 6 treinos de corrida
» 1 treino de ginásio

Os meus treinos no Strava

19/08: Calmo
20/08: Calmo
21/08: Séries longas
23/08: Progressivo
24/08: Longo por tempo (3:15)
25/08: Calmo

Dica #7: não poupem na massagem
(Recorde a dica #1, #2, #3, #4, #5 e #6)

Uma das grandes mudanças que operei nesta minha preparação foi a regularidade com que me coloco nas mãos milagrosas do meu massagista. Até há uns meses, num registo de poupança monetária (confesso!), optava por fazê-lo de três em três semanas. Achava que era suficiente. Não era, claramente!

De olho em Nova Iorque, decidi que passaria a fazê-lo de semana em semana, sempre depois do treino. Por vezes imediatamente a seguir. Outras no dia seguinte. O importante era fazê-lo, de forma a acelerar a recuperação e também detetar eventuais lesões que pudessem estar a surgir, algo bastante comum em quem se lança na preparação de uma (ou várias!) maratonas. É certo que não estou imune a elas, mas sei que pelo menos estou a precaver-me nesse aspeto. Só tenho um corpo e há que cuidar dele como deve ser...

A diferença tem sido incrível! Sinto-me menos desgastado, com as pernas prontas para uma semana exigente de treinos muito mais rapidamente. Por isso, é como digo acima "não poupem na massagem". É um investimento, mas não é um capricho. É um investimento essencial para que o vosso corpo responda da forma desejada.

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Por Fábio Lima
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