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Organismo emitiu este domingo um comunicado após o GP do Japão, sublinhando que a "segurança" será sempre uma das principais preocupações
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O acidente de Oliver Bearman (Haas) no Grande Prémio do Japão, que decorreu esta madrugada no Circuito Internacional de Suzuka, levantou sérias dúvidas sobre a eventualidade de os novos regulamentos da Fórmula 1 colocarem em risco a segurança dos pilotos.
Na volta 23 da corrida, o jovem piloto britânico tentava ultrapassar o argentino Franco Colapinto (Alpine) quando acabou por ser surpreendido pelo facto de o carro do adversário ter perdido velocidade numa fração de segundos. A grande diferença de velocidade entre os dois monolugares levou Oliver Bearman a desviar-se do Alpine, levando o Haas para a relva. Uma vez fora do asfalto, o britânico perdeu o controlo do carro e acabou por embater a mais de 300 km/h nas barreiras de proteção. Apesar do forte impacto, com 50G de força, o britânico saiu sem fraturas.
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Após o incidente, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) afirmou que irá analisar o caso com toda a informação que tem disponível e revelou ter agendadas "várias reuniões em abril" com o intuito de avaliar os novos regulamentos que foram aplicados no início desta temporada.
"Desde a sua introdução, os regulamentos de 2026 têm sido objeto de discussões contínuas entre a FIA, as Equipas, os Fabricantes de Unidades Motrizes, os Pilotos e a FOM. Por definição, estes regulamentos incluem vários parâmetros ajustáveis, particularmente em relação à gestão de energia, que permitem a otimização com base em dados do mundo real. Tem sido a posição consistente de todas as partes interessadas que uma revisão estruturada ocorresse após a fase inicial da época, para permitir que dados suficientes fossem recolhidos e analisados. Estão, portanto, agendadas várias reuniões em abril para avaliar o funcionamento dos novos regulamentos e determinar se são necessárias quaisquer melhorias", começou por informar o organismo, assumindo, ainda assim, que "qualquer especulação sobre a natureza de potenciais alterações seria prematura": "Quaisquer potenciais ajustes, particularmente aqueles relacionados com a gestão de energia, requerem uma simulação cuidadosa e uma análise detalhada. A FIA continuará a trabalhar em colaboração estreita e construtiva com todas as partes interessadas para garantir o melhor resultado possível para o desporto, sendo que a segurança permanecerá sempre um elemento central da missão da FIA. Nesta fase, qualquer especulação sobre a natureza de potenciais alterações seria prematura. Mais atualizações serão comunicadas oportunamente."
No final da corrida deste domingo, Carlos Sainz revelou que a FIA tem sido alertada desde o início da temporada para a possibilidade de este tipo de acidentes acontecerem.
"Temos vindo a alertar para que isto iria eventualmente acontecer. Este tipo de diferenças de velocidade e este tipo de acidentes acabariam sempre por acontecer. Não estou muito satisfeito com o que temos tido até agora", disse o piloto espanhol da Williams, assumindo que espera "uma solução melhor" para as próximas provas do Mundial de Fórmula 1: "Esperemos que se encontre uma solução melhor que não crie estas enormes diferenças de velocidade e que permita correr de forma mais segura. Aqui tivemos sorte porque existe uma zona de fuga. Agora imaginem ir a Baku, Singapura ou Las Vegas e ter este tipo de diferenças de velocidade..."
Proposta final será ainda sujeita a aprovação, via votação eletrónica, do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA
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