A cerca de 170 quilómetros de Genebra fica a zona do Valais. Local francófono da Suíça, essencialmente destinado aos praticantes de esqui e outras atividades na neve. Apesar do francês ser língua dominante, não se admire se for recebido com um exclamativo "bom dia". É que nesta zona, a taxa de emigrantes lusos é assoberbante. E são as palavras portuguesas, sobretudo as de alento, que dão mais força a Renato Pita. Na tenda da assistência da sua equipa, o piloto foi recebido por vários emigrantes que não foram parcos nos autógrafos, fotos e mensagens de encorajamento. "Queremos que continue", pediu um grupo de fãs. Renato não escondeu a emoção. "É algo que mexe connosco. É o que torna este rali especial", explicou a Record. Natural do Porto, Renato Pita conta já com dez anos de carreira nos ralis, seis dos quais partilha com o co-piloto Marco Macedo.
Trabalho de equipa
Metas por traçar
Na Suíça o apoio foi incondicional para a dupla que levou o estreante Ford Fiesta R2 1.6 até ao 15° lugar entre os concorrentes RC4. Uma etapa superada, mas dominada por um misto de emoções. "Estou satisfeito porque consegui terminar um dos meus ralis preferidos. Por outro lado, sinto-me desiludido com a minha prestação. Sei que consigo fazer melhor" , garantiu Renato cuja agenda continua bem preenchida. Além dos trabalhos de afinação do Ford Fiesta R2, cuja potência ainda não corresponde às expetativas , há a apresentação do livro dedicado aos mais novos sobre a prevenção rodoviária. Produto da sua iniciativa "Etapa Segura". Depois é tempo de planear a próxima aventura que pode passar novamente pelo TER.
Uma equipa, uma família