A vida profissional de um jogador de futebol é uma autêntica montanha-russa. Com altos e baixos. Avanços e recuos. Retas e curvas acentuadas. Tem de tudo um pouco. Ainda mais quando falamos do futebol da década de 80. Com ordenados baixos, lei da opção, pouca visibilidade dos media, clubes mal geridos.Realidades (algumas...) distantes de hoje. Mas há um aspeto que se manteve: a influência das mulheres na nossa vida.
Em 1984/85, em fim de contrato e com a lei da opção em vigor, mas com clubes interessados nos meus serviços, fui confrontado com um dilema milenar – ter de tomar decisões de índole profissional sabendo o quanto a minha vida pessoal e familiar poderia ser irremediavelmente afetada.
Ainda mais, porque a época desportiva, do ponto de vista individual, me tinha corrido bem, com o único e não menos importante senão: no último jogo desse campeonato, no velhinho Vidal Pinheiro, jogando contra o Salgueiros, o meu clube Farense perdeu (3-1) e foi relegado para a 2.ª Divisão. No entanto, gostava do clube, da cidade de Faro e do seu carismático e benemérito presidente Fernando Barata.
Por ter passado um ano longe de casa e da família, Margarida, então minha mulher e mãe das minhas duas filhas, foi clara e taxativa:
– Ou voltas para casa ou então faço-te as malas definitivamente. Não podemos continuar a viver a 300 km de distância. Isto não é vida para nós, António. Nem para as crianças. Esquece o Farense e os clubes do Norte e aceita a proposta do V. Setúbal. Convence o teu presidente a negociar com o Vitória.”
Um direto e definitivo ultimato que me obrigou a falar com Fernando Barata para o sensibilizar a negociar com Silvério Jones a minha “liberdade”, de forma a poder assinar pelo Vitória.
A contragosto, e sob minha constante insistência, já que pretendia estruturar uma equipa para atacar a subida na época seguinte e porque não queria perder um dos seus capitães de equipa, lá acertou o acordo: 500 contos (2500 euros) em dinheiro e o empréstimo por um época de Hernâni, o jovem e prometedor jogador do Vitória.
Numa manhã de junho de 1985, eu e Fernando Barata partimos de Albufeira com destino a Setúbal, para formalizar o acordo e eu fechar um contrato de dois anos com o Vitória.
Porque chegámos cedo, almoçámos no Hotel Esperança na Luísa Todi. Com tempo para conversarmos, e sempre com vontade de negociar, Fernando Barata avançou para uma derradeira estratégia para me convencer a assinar um novo contrato por três anos.
Discutimos, discutimos e... deu-me a volta à cabeça. Completamente! Três mil contos (15 mil euros) anuais, casa e um Ford Escort Cabriolet novo como prémio de assinatura foram os argumentos para eu concordar jogar de novo na 2.ª divisão e que me fizeram voltar a ganhar coragem para falar com a mãe das minhas filhas. Encontro desmarcado, regresso a Faro com ansiedade e expectativa.
Em reunião familiar, depois de horas de troca de considerandos, desejos e projeções, a decisão estava tomada. O mais forte ganhou o “combate”! Mas não fui eu... Resultado: voltámos dois dias depois a Setúbal para ratificar o acordo e eu assinar pelo Vitória.
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