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Única mulher na Fórmula 3 pronta para vencer os homens

Única mulher na Fórmula 3 pronta para vencer os homens

Tatiana Calderón é a única mulher a competir em Fórmula 3 nesta edição do Grande Prémio de Macau e a primeira desde 1983, uma participação que considera essencial para chegar à Fórmula 1 e para provar a sua competitividade num desporto dominado por homens.

Aos 21 anos, a colombiana conquistou o 13.º lugar numa prova em que 21 chegaram ao fim, marcada por um acidente aparatoso que lançou vários carros para fora da competição.

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Para a jovem piloto, a participação no Grande Prémio de Macau é uma grande passo para a sua carreira.

"É a pista mais difícil onde já corri, temos de ser muito precisos, há pessoas com muita experiência", apontou, em entrevista à agência Lusa.

Tatiana Calderón disse acreditar que a sua prestação em Macau pode vir a traduzir-se numa projeção que a leve à Fórmula 1, o seu grande sonho.

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"Todos os que ganharam aqui conseguiram subir e correr para a Fórmula 1. É muito importante para mim sair-me bem aqui, mostrar que estou pronta para competir e que posso vencer os homens", disse.

A paixão da colombiana pelos carros começou aos nove anos, quando o pai a levou a uma pista de kart.

"Adorei [a experiência]. Começámos a ir todos os fins de semana, depois todos os dias após as aulas, até que o meu pai me comprou um kart e comecei a competir profissionalmente na Colômbia", contou.

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Ciente de que é pouco comum uma mulher dedicar-se ao automobilismo, Tatiana Calderón destacou o grande orgulho em ter sido a primeira a ganhar em muitas provas.

Há vários motivos que afastam as mulheres do desporto automóvel, incluindo os próprios equipamentos, criados exclusivamente para um universo masculino, indicou.

"Sem dúvida que é mais difícil. Há pequenas coisas. Por exemplo, eu calço o 37 e tivemos de modificar os pedais do carro porque estava a pressioná-los com os dedos e não com a parte mais forte do pé. Tudo é construído para homens e não para mulheres", explicou.

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Além disso, salientou, as mulheres têm de lutar mais para serem levadas a sério. "Tem sido difícil conseguir o respeito e a confiança dos pilotos, fazer com que acreditem que posso competir com eles. É difícil para uma rapariga ser bem-sucedida, mas é preciso que alguém o seja e abra caminho para a Fórmula 1, para que as outras mulheres acreditem que há essa possibilidade", afirmou.

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