O encanto da Taça Davis

Os Estados Unidos, maiores campeões da prova – com 32 títulos –, são uma das nações mais críticas do atual formato, que tem na Europa e na América Latina os seus principais fãs...

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ma equipa, um país, um sonho’. O lema da Taça Davis resume em poucas palavras a diferença que o maior torneio por seleções do Mundo marca no panorama do ténis mundial. Durante três ou quatro semanas por ano, alguns dos melhores jogadores mundiais põem as suas carreiras individuais em suspenso para defender as cores do país.

Este ano, Bélgica e Grã Bretanha são as finalistas, num duelo improvável entre equipas com historial recente na prova. Os britânicos não atingiam a final há 37 anos e os belgas desde... 1904!

Esta edição ficou marcada pela ausência de muitas das principais figuras do circuito, como é hábito em algumas das edições. Roger Federer e Stan Wawrinka, que em 2014 carregaram a Suíça rumo ao primeiro título, abdicaram de participar na primeira eliminatória, à semelhança do que aconteceu com Rafael Nadal ou Tomas Berdych.

Polémicas

As recorrentes ausências têm lançado um forte debate sobre o formato da prova, com alguns países a defenderem que a competição deveria passar a ser disputada apenas de dois em dois anos, ou num formato semelhante ao do Mundial de futebol.

Os Estados Unidos, maiores campeões da prova – com 32 títulos –, são uma das nações mais críticas do atual formato, que tem na Europa e na América Latina os seus principais fãs. Em terras do Tio Sam tem sido cada vez mais complicado gerar entusiasmo em torno da Taça Davis, com os palcos que recebem as eliminatórias a terem, de forma constante, pouco público.

Em setembro, o americano David Haggerty, crítico do atual formato da Davis, foi eleito presidente da Federação Internacional de Ténis e já começou por aprovar o fim do 5.º set longo na prova, introduzindo o tie-break. E mais mudanças estão a chegar…

José Morgado

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