Carlos Barroca: «Desejo a todos um ano faaantástico!»

“As oportunidades existem, mas temos de correr atrás delas”, diz...

Estar de volta a Portugal, como aconteceu comigo na época natalícia e na passagem do ano, é uma sensação maravilhosa para quem vive fora do país. Quando estamos fora de Portugal representamos não só aquilo que somos, como tentamos ser ainda melhores. Procuramos fazer melhor do que já fizemos, até porque estamos a representar o nosso país.

No passado, já o fiz várias vezes, pois estive no estrangeiro quer com a camisola da Seleção Nacional quer como treinador e aquilo que estou a fazer atualmente na Índia é quase como que o resultado de ter lançado sementes das coisas todas que considerei serem importantes na minha vida. As sementes da educação, as sementes do desporto, as sementes das qualidades que não têm só a ver com o facto de quem tem ou não tem jeito para praticar basquetebol ou para praticar desporto, mas todas as outras coisas que o desporto ensina, de uma forma direta para o próprio desporto e indireta para a vida. E que são os valores.

Os cargos ou as promoções somos nós que as fazemos e se eu, Carlos Barroca, consigo ser hoje vice-presidente da NBA e ter responsabilidades em toda a Ásia, acho que a mensagem mais importante que posso passar, sobretudo aos mais novos, é que as oportunidades existem, as oportunidades somos nós que as criamos todos os dias, pela paixão com que trabalhamos, pela paixão com que estudamos, pela paixão com que nos entregamos às tarefas. Porque fazer as tarefas friamente qualquer um as faz, fazer as tarefas ou desempenhar cargos ou desempenhar funções apaixonadamente é onde cada um de nós vai marcar a diferença. E é nisso que os portugueses são fantásticos.

Somos pequenos na dimensão do que é o nosso território, mas enormes naquilo que fizemos ao longo de séculos e o que conseguimos com a nossa expansão pelo mundo fora. Essas características do nosso povo deixam-me orgulhoso de ser português. E sinto-me orgulhoso por ter as raízes que tenho, de ter nascido em África – num Moçambique que era português na altura e que hoje é um país fantástico –, de ter crescido em Portugal, de jogar basquetebol, de fazer o meu curso, de fazer mil coisas ao mesmo tempo e de achar que é possível fazer tantas coisas, é possível sonhar, é possível ter ilusões e chegar à conclusão que nunca se pode dizer que não é possível fazer isto ou aquilo.

Se querem fazer coisas atirem-se de cabeça, porque o Mundo está aí para ser agarrado, as oportunidades estão aí para serem vividas e todos nós temos a capacidade – assim o desejemos mesmo – de fazer muito mais do que estar apenas à espera de que a vida nos caia nos braços ou que as oportunidades nos sejam dadas. Se queremos ter oportunidades, é ir à luta e correr atrás delas.

É esta a minha mensagem desde a Índia. E só me resta desejar a todos os leitores de Record, e desta nova revista, que tenham um 2016... FAAANTÁSTICO!"

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