Craques no seguro

As fortunas gastas na proteção às estrelas mundiais

"O pé direito de Cristiano Ronaldo é de outro mundo. O pé esquerdo de Messi vale ouro." Quantas vezes já ouvimos frases como estas? Os craques do futebol e os seus clubes levam-nas à letra. Ou, neste caso, à seguradora...


Figuras como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi ou Neymar têm apólices milionárias de partes do seu corpo para precaver o fim da carreira ou longos períodos de paragem devido a lesões graves. O Real Madrid assegurou as pernas do internacional português em 103 milhões de euros. Ou seja: 51,5 milhões por cada perna. Um valor que cobre a quantia que os merengues pagaram ao Manchester United, em 2009, quando contrataram o capitão da Seleção Nacional por 96 milhões de euros.

10 milhões de euros: seguro de Neymar, caso se lesionasse antes de chegar ao Barça
Esta é uma prática comum no clube de Florentino Pérez. Gareth Bale tem as pernas asseguradas em 91 milhões de euros, próximo do valor que o avançado galês custou quando saiu do Tottenham. Também Iker Casillas, atual guarda-redes do FC Porto, também se quis proteger quando estava no Real Madrid. Em 2007, fez um seguro para ambas as mãos num total de 7,5 milhões de euros. Depois de assinar o acordo, o espanhol brincou com a situação: "Se tiver uma lesão no joelho, vou fingir que é nas mãos."

Exemplos
O Barcelona segue a mesma política do rival madrileno. Messi está assegurado em 51 milhões de euros (metade do que o Real realizou com Cristiano Ronaldo), mas fez uma proteção pessoal das pernas, com duas seguradoras italianas, a rondar os 550 milhões de euros, pelo qual paga entre 300 e 400 mil euros anuais. Neymar é outro a merecer o investimento dos catalães: o clube de Camp Nou fez-lhe um seguro de vida de 10 milhões de euros, em 2014, antes da chegada do brasileiro. Caso o internacional da canarinha se lesionasse ao serviço do Santos, seu anterior clube, a formação espanhola recebia o valor que já tinha adiantado.

Os primeiros
David Beckham foi o pioneiro deste tipo de seguros. Quando estava no Real Madrid, não protegeu o seu pé direito ou as pernas, mas sim o corpo inteiro por um valor próximo dos 150 milhões de euros. Devido ao seu enorme potencial publicitário, o inglês também assinou uma apólice só para o rosto, por 40 milhões de euros.
Dado mais curioso é o do brasileiro Ronaldo. Entrou no Corinthians em 2009, com um histórico de lesões graves e peso a mais. Mas o clube de São Paulo ainda conseguiu fazer-lhe um seguro de 2 milhões de euros.
Luís Aguilar

Lesão de CR7 custou 83 mil euros por dia ao Real
Tinha acabado de chegar ao Real Madrid naquela que foi então a transferência mais cara de sempre (96 milhões de euros) e começou por receber 13 milhões de euros anuais. Na primeira época, Cristiano Ronaldo lesionou-se na Seleção e ficou parado quatro semanas. Entre o valor da transferência e o salário, cada jogo em que não foi utilizado custou ao Real Madrid perto de 480 mil euros. Como esteve parado oito jogos, o Real teve um prejuízo de 3,8 milhões de euros. Os jornais espanhóis avançaram que cada dia de paragem de Ronaldo custava 83 mil euros aos cofres dos madrilenos.

O seguro das mãos de Casillas situava-se nos 7,5 milhões de euros quando estava no Real Madrid
Fortunas para os lesionados da Premier League
Os números são da seguradora JLT Speciality. Clubes da Premier League, como o Manchester United e o Arsenal, pagam todas as épocas cerca de 30 milhões de euros em salários relativos a jogadores lesionados. No total, desembolsam, por cada temporada, perto de 120 milhões de euros em ordenados de futebolistas que não podem dar o seu contributo às equipas devido a problemas físicos.

Barça vale um terço sem Messi

Na pré-época de 2012/2013, Lionel Messi lesionou-se no gémeo e foi obrigado a parar alguns dias. Nada de grave. Mas o Barcelona preparava-se para viajar até à Alemanha onde iria defrontar o Hamburgo num jogo particular. O clube alemão iria pagar aos catalães cerca de 1,2 milhões de euros. Com uma condição: Messi teria de jogar. Como o argentino não pôde entrar, o prémio foi reduzido em 400 mil euros.

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