Vamos lá salvar vidas

Aprender a prevenir afogamentos

Não se trata de recriar a série televisiva 'Marés Vivas' que tantou apaixonou a miudagem nos anos 90. Mas como quem não quer a coisa, há algo em comum e que é muito simples: aprender a prevenir afogamentos, a segunda causa da morte de crianças até aos 14 anos.

Nos últimos anos, tem sido desenvolvido um projeto nos Estados Unidos que tem gerado uma aceitação enorme: as aulas de natação ajudam a salvar vidas.
A ideia foi ganhando corpo, registou-se, ano após ano, uma maior aceitação em várias países e, agora, Portugal também entrou no projeto com um método inovador criado por dois professores, Eduarda Veloso e Carlos Santos, que nos dois últimos anos trabalham no Ginásio Tonik, nas Laranjeiras, em Lisboa. Para dar a conhecer este método de ensino, Eduarda Veloso e Carlos Santos, promoveram uma aula que decorreu no mesmo dia e à mesma hora que em outros países. A adesão foi de 175 jovens atletas, que durante uma hora mostraram as suas habilidades, consoante os seus níveis de exigência.


"Há algumas inovações no nosso projeto. Temos sete níveis de ensino e a cada um corresponde uma touca. No final do ano fazemos as avaliações e é com base nesse trabalho que os jovens sobem de nível, recebendo uma touca de cor diferente para o ano seguinte", explica-nos Eduarda Veloso.

Carlos Santos demarca-se, logo à partida, dos velhos métodos do ensino com braçadeiras. "Não aconselhamos isso, pois pode dar uma ideia errada ao jovem nadador numa situação mais perigosa. Connosco, o pai acompanha sempre a aula dentro da piscina e aos 2/3 anos, o jovem já tem a sua autonomia", refere.

Jogos educativos
Em suma, o método preconizado por Eduarda Veloso e Carlos Santos assemelha-se aquilo que eles chamam um "Projeto de Educação Aquática", tal como se passa, afinal, na escola primária.


"Estabelecemos metas para cada idade e medimos a percentagem de concretização das competências esperadas. A meta etária é algo inovador, mesmo internacionalmente", sublinha Eduarda Veloso.

Carlos Santos defende que para a aula não se tornar monótona, é preciso criar fantasias e jogos. "Trabalhamos em equipa e tal como num jogo de computador, ganham-se e perdem-se vidas ou pontos", refere.

Dois bons exemplos
Nada melhor que recorrer a dois exemplos reais em que duas crianças que frequentam estas aulas conseguiram desembararçar-se de situações perigosas. Ambas foram passadas em piscinas o ano passado. "Uma criança com 3 anos ia a andar de bicicleta e caiu à água. A primeira reação foi foi dar um pontapé na bicicleta e depois rodar o corpo para chegar à borda da piscina. Fê-lo com sucesso, sem entrar em pânico. Na outra situação, duas crianças estavam a brincar e uma caiu dentro da piscina. Era a mais jovem, tinha apenas dois anos e conseguiu ter a noção do que era preciso fazer, procurando o equilíbrio. São estas noções de competência que transmitimos aos nossos jovens nadadores", explicou Eduarda Veloso.

Por Norberto Santos
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