Honda Jazz: Nova melodia nos utilitários

Honda Jazz: Nova melodia nos utilitários
Honda Jazz: Nova melodia nos utilitários • Foto: d.r. record
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A renovação do portfólio da Honda prossegue a ritmo vertiginoso e este mês de setembro (dia 26) assinala a entrada no mercado de um novo Jazz. O modelo da marca japonesa para o segmento dos utilitários (B) entra na terceira geração e reforça todos os ingredientes que o notabilizam enquanto proposta a ter em especial atenção. Depois de carreira iniciada em 2001 e que já contabiliza 5,5 milhões de unidades comercializadas em todo o Mundo, o Jazz transporta ambiciosa carta de intenções: "redefinir o segmento B."

Para conseguir este objetivo, a Honda desenvolveu nova plataforma e novo chassis, renovou o ‘design’ e apostou em nova motorização, reforçando ainda valores fundamentais como a versatilidade e as soluções de otimização do espaço interior. No capítulo da estética, o modelo da Honda distingue-se de imediato do antecessor porque é maior. São 95 mm a mais (a distância entre eixos também aumentou), sublinhados pela frente de ‘look’ mais desportivo; pelas laterais esculpidas e pelos ‘cortes’ na traseira. O interior também foi alvo de modificações, com a utilização de novos materiais e o desenho de um ‘cockpit’ que a Honda chama de… ‘futurista’ – aqui muito em função do ecrã tátil de 7" colocado no centro da consola mas direcionado para o condutor e procurando a sensação de 3D.

Ainda melhor

Como resultado do aumento da distância entre eixos, o espaço interior ganhou ainda maior expressão e é, provavelmente, o mais amplo do segmento B. Claro que o lugar do meio nos bancos traseiros não é referência, mas o Jazz acomoda três passageiros lá atrás e tem ainda o trunfo do sistema ‘bancos mágicos’ – permite, por exemplo, recolher na vertical a base dos assentos traseiros – para transporte de volumes menos ortodoxos. "O espaço aumentou em todas as vertentes", garante a Honda.

A insonorização também mereceu atenção especial, mas uma vez ao volante não é possível esquecer que o Jazz tem um motor 1.3 litros [ver outra peça] a gasolina e que, embora servido por caixa de 6 velocidades, pede algum peso no pedal direito quando estamos em circuito extraurbano. E tal significa algum ruído. Nada de extraordinário num automóvel claramente melhor do que o antecessor e que até ‘pisa’ valores normalmente atribuídos a veículos do segmento acima.

Novo motor com 102 cv

A Honda estreia o motor a gasolina no Jazz e a aposta recaiu num bloco 1.3 litros com 102 cv de potência. Esta motorização, que a marca diz ter melhor resposta do que os anteriores 1.2 e 1.4, funciona com dois ciclos distintos (Atkinson e Otto) e tem consumo misto anunciado de 5 litros/100 km. O cliente pode optar entre caixa manual de 6 velocidades (as 5 iniciais com relação mais curta) e caixa automática de variação contínua (CVT), que simula uma transmissão com... 7 velocidades.

Segurança diz presente

O Jazz dispõe do sistema Honda AHA, que reforça a estabilidade dinâmica do carro nas reações às alterações rápidas da direção. O sistema atua nas manobras de emergência e aplica travagem ligeira (não percetível pelo condutor) às rodas interiores quando rodamos o volante. A Honda sublinha que este sistema permite melhores respostas e maior estabilidade. Há também novos travões (dianteiros são ventilados) e a segurança inclui ABS, EBD, BA (assistência à travagem) e HSA (assistente de arranque em subida).

Ligado ao Android

Tal como os recentes CR-V ou HR-V, esta terceira geração do Jazz conta com o sistema de infoentretenimento Honda Connect. Disponível de série a partir do 2.º nível de equipamento (há 3, Trend, Comfort e Elegance), o sistema está centrado no ecrã tátil de 7 polegadas. A "interface" procura ser prática e cómoda, pelo que o utilizador pode usar as funções por aperto, varrimento ou toque. O sistema Android garante a interação com o telemóvel ou a internet.

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