Suzuki S-Cross no terreno dos SUV

À conquista de consumidores que deixaram de olhar com interesse para os ‘hatchback’ (5 portas) convencionais

Depois da renovação do Vitara, a Suzuki virou atenções para o S-Cross, que entra agora na 3.ª geração e procura marcar posição no cada vez mais combativo (e povoado) terreno dos SUV. E esta ambição não deixa margem para grandes dúvidas quando é a marca a mencionar adversários como o Mitsubishi ASX, Opel Mokka, Seat Ateca, ou o inevitável Nissan Qashqai.

Definida a carta de intenções deste novo S-Cross – sucessor do SX-4 nascido em 2006 e rejuvenescido e rebatizado em 2013 –, a Suzuki passou à ação em pontos considerados cruciais. E um deles foi, naturalmente, a estética. O estilo SUV foi reafirmado pelo ‘design’ escolhido para a dianteira, agora mais volumosa e robusta, muito em função da preponderante grelha a enquadrar as óticas LED. As linhas são assumidamente mais retilíneas, mas o conjunto ganha com essa opção e consegue a sugestão de pujança que é uma espécie de bilhete de identidade desta categoria de automóveis. Pensado também para seduzir a faixa de consumidores que estará pronta para abandonar a lógica dos modelos convencionais de 5 portas (’hatchback’), o S-Cross consegue compromisso interessante entre espaço a bordo e a capacidade da bagageira.

Os interiores, discretos mas funcionais, foram renovados e, naturalmente, não falta o ecrã tátil na consola central, reunindo informação, entretenimento e conectividade. A Suzuki sublinha a melhoria dos materiais bem como o trabalho de insonorização – items que comprovámos durante a apresentação realizada na região de Madrid.

O preço é outro dos trunfos – a campanha de lançamento prevê descontos de €2338 (mais €1000 se for escolhido o financiamento da marca), restando dar conta das motorizações escolhidas. Aqui, pois, há novidades nas opções gasolina (ver outra peça), enquanto a proposta diesel está mais eficiente no que diz respeito às emissões de CO2. A versão equipada com o 1.6l DDIS de 120 cv e caixa manual de 6 velocidades mostrou qualidades durante os trajetos que fizemos, nomeadamente em questões como insonorização e consumos.

Equipamento tenta seduzir

A Suzuki definiu 3 níveis de equipamento para o S-Cross (GL, GLE e GLX), mas a estratégia passa por dar atenção especial ao segundo. Aliás, o nível GL só está disponível na versão de 1.0l e 111 cv e funciona como entrada de gama. Quanto ao GLE, e sem entrarmos por descrição exaustiva de todas as ‘benesses’ incluídas, referência para as luzes (médios e máximos) em LED; cromados na grelha e nas janelas; bancos dianteiros aquecidos e ecrã tátil de 7 polegadas.  


Aposta em versões gasolina

As escolhas dos portugueses continuam a dar primazia aos motores diesel, mas tal não significa que as marcas deixem de incluir propostas a gasolina no mercado nacional. No caso do S-Cross sucede até que a Suzuki tem novas motorizações gasolina e, sem surpresa, elas contribuem para chegar a preços bastante competitivos. A marca substituiu o bloco 1.6l com 120 cv que servia a geração anterior e propõe agora duas opções. Uma delas passa pelo novo tricilíndrico (12 válvulas) 1.0l com 111 cv de potência, que serve o S-Cross de entrada na gama. Daí o preço de €17.394 fixado para a campanha de lançamento. O outro motor gasolina, também novidade, é um 1.4l cm 140 cv. Este pdoe ser associado a caixa manual ou caixa automática de 6 velocidades.

Técnica

Motor  - 4 cilindros/16 válvulas/diesel
Cilindrada (cc) - 1598
Potência (cv/rpm) - 120/3750
Binário (Nm/rpm) - 320/1750
Velocidade máxima (km/h) - 180
Aceleração 0-100 km/h (seg) - 13
Consumo misto (l/100 km) - 4,1
Emissões CO2 (g/km) - 106
Capacidade do depósito (l) - 47
Capacidade da bagageira (l) - 403
Comp/Larg/Alt (m) - 4,300/1,785/1,580
Peso (Kg) - 1240
Preço (€) - a partir de 17.394*
*Versão 1.0 gasolina de 111 cv

Por Paulo Renato Soares
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