Baku: entre o passado e o futuro

Há uma magia difícil de quantificar nesta cidade banhada pelo mar Cáspio, onde Europa e Ásia andam de mãos dadas...

Baku: entre o passado e o futuro
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Há uma magia difícil de quantificar nesta cidade banhada pelo mar Cáspio, onde Europa e Ásia andam de mãos dadas e as viagens no tempo são uma constante. Talvez seja o mistério aquilo que mais fascina na capital do Azerbaijão, um país que
aos poucos se abre ao Mundo

Baku é muito provavelmente a única cidade do Mundo que pode aguentar ao mesmo tempo alcunhas como ‘Paris do Leste’ ou ‘Dubai do Cáucaso’. Parece estranho, mas entrar na capital do Azerbaijão é isso mesmo: viajar do passado diretamente até ao futuro numa questão de poucos metros, sentir a cultura europeia a abraçar a Ásia, tudo com o mar Cáspio como testemunha e ainda com muito mistério à mistura. Nação rica em petróleo e gás natural, oAzerbaijão é hoje um país em construção, mas bem ciente da sua história rica. Por todo o lado crescem edifícios futuristas, como as Flame Towers, que dominam por completo a paisagem da cidade. A alguns quilómetros fica o Centro Cultural Heydar Aliyev, construção curvilínea, como se o próprio edifício estivesse a dançar. Uma tentativa de afastar Baku das frias e cinzentas metrópoles da ex-URSS. E se é certo que a arquitetura soviética está bem presente em alguns dos bairros mais afastados, a beleza da bem preservada Cidade Velha e dos seus edifícios do séc. XII fazem valer a pena a viagem.

Tradição

Não é de todo habitual para um azeri ver estrangeiros e por isso a primeira impressão pode ser até de algum desconforto. Mas não será mais do que exatamente isso: uma primeira impressão. Os azeris são cordiais, educados e prestáveis, apesar da barreira linguística, ainda que não seja complicado encontrar quem entenda inglês. Prepare-se também para ver as ruas de Baku completamente cheias até altas horas da noite, nomeadamente no enorme parque (Boulevard) que acompanha o mar Cáspio ou as zonas próximas da Praça da Fonte, onde está grande parte do comércio. Na Rua Nizami, além dos muitos edifícios históricos, estão também dezenas de lojas de marcas de luxo, só para as carteiras mais recheadas.

Onde ficar:

Fairmont, Hilton, Sheraton, Four Seasons... todas as cadeias de luxo estão em Baku. Não é fácil encontrar alojamento em conta com qualidade na cidade. Menos de 100 euros por dia num 4 estrelas poderá ser um achado.

Onde comer:

Boa e barata, a comida azeri é imperdível – tente dolma, qutab ou sadj. No restaurante Mangal, em plena Cidade Velha, 12 manats (10 euros) dão para uma refeição farta.

Dicas

- Evite o pico do verão e do inverno no Azerbaijão, onde as temperaturas podem oscilar entre os 40 graus e o muito próximo de zero. Tente abril, maio, setembro e outubro, quando o clima é mais ameno.

- Tirar o visto é seguramente a maior complicação numa viagem ao Azerbaijão. Como não há representação diplomática em Portugal, a via mais fácil é fazer o e-visa. Apesar de online, a burocracia não é menor: é necessário apresentar cópias dos bilhetes de avião e do hotel onde ficará hospedado ou uma carta-convite. O processo demorará, no mínimo, três semanas.

- Viajar dentro do Azerbaijão é também um desafio, devido à ainda precária rede rodoviária: 250 km podem demorar mais de 5 horas a fazer. Várias vias começaram a ser construídas para os Jogos Europeus. A ferrovia está também a ser modernizada.

Portugal: inspiração romana no Centro

Bem no Centro do país, em Penela, uma proposta diferente: o Duecitânia Design Hotel combina o espírito regional e um design contemporâneo com uma inspiração no império romano, tão presente nesta zona de Portugal. Esta recente unidade hoteleira oferece uma larga gama de serviços, prontos para agradar desde quem procura umas calmas férias em família até aos mais aventureiros. Muito próximo das ruínas de Conímbriga e da Villa Romana do Rabaçal, fica também a apenas 15 quilómetros da rota das Aldeias de Xisto. Coimbra está a 30 quilómetros. www.duecitania.pt

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