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O local onde nasceu Jesus Cristo atrai milhares de visitantes todos os dias; é a mais turística de todas as cidade da Palestina, mas nem só os crentes se interessam por a visitar
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São milhares e milhares de visitantes que todos os dias descem de autocarros de turismo organizados. Partem de Jerusalém, mesmo ali ao lado e chegam de manhã cedo com o objetivo de conhecer aquilo por que Belém é mais famosa: a Igreja da Natividade, conhecida mundialmente por ter sido o local onde nasceu Jesus Cristo.
Na sua maior parte, são crentes, pessoas cujo sonho é percorrer os caminhos mais sagrados do mundo cristão. A igreja em si é muito simples, sem grandes adornos, mas na cave situa-se aquele que terá sido o local exato do nascimento; há filas enormes de pessoas para fotografar o momento em que ali chegam. Há quem percorra a pé os 8 quilómetros de percurso desde Jerusalém para visitar esta igreja que é uma das mais antigas de que há registo, datando do ano 330AC. Mas este não é o único atrativo da cidade: o túmulo de Raquel, à entrada da cidade, também atrai muitos turistas, tal como outro local religioso, a igreja franciscana de Santa Catarina. Há igualmente variados locais históricos para visitar, como o Herodium (onde se encontra o túmulo de Herodes) e as piscinas de Salomão (construídas no início da nossa Era).
É por isso um local de visita obrigatória para crentes e não crentes. Os primeiros com razões óbvias para considerem este um local imperdível, numa rota que passa obrigatoriamente por cidades como Jerusalém, Jericó ou Nazaré; e os segundos por razões históricas: são mais de dois mil anos de vida contínua, com uma arquitetura muito própria e ruínas bem preservadas.
Visitando Belém de forma independente, conseguem evitar-se as filas intermináveis da Igreja da Natividade, além da enorme vantagem que constitui ter tempo para desfrutar da cidade, da sua cultura e da sua comida, bem diferente (e mais barata) do que aquela que se encontra em Israel, bem ali ao lado.
Segurança não é problema
Em alturas de maior tensão entre Israel e a Palestina (em especial a região da Cisjordânia), é mais complicada a movimentação de pessoas. Ainda assim, para efeitos de turismo, não costuma ser difícil passar os ‘check points’ existentes entre Jerusalém e Belém. Viajando de táxi ou autocarro, o início do percurso é feito já em território palestino – é barato e seguro –, embora haja sempre um controlo de passaportes por parte dos militares israelitas. Pode parecer assustador, mas é mais o aparato do que outra coisa. Em tempos de paz, tudo fica bem mais fácil.
De resto, seja em Belém ou em qualquer outra cidade da Palestina, os habitantes locais são muito acolhedores e a comida é incrível, além de ser mais barato para comprar recordações. A cidade, embora maioritariamente muçulmana, tem a maior comunidade cristã da região, com uma relação que cresceu na base da confiança.
DICAS
» Há duas formas de visitar Belém. Tratando-se de uma cidade da Palestina, não é possível chegar de carro alugado desde Israel. Junto à Damascus Gate, em Jerusalém, podem apanhar-se táxis (mas só os árabes...) mas o autocarro 231 também é uma boa opção (e bem mais barata).
» O aeroporto mais mais próximo da Palestina (Cisjordânia) é o de Telavive, para onde há voos diretos de Lisboa. Entrar e sair do território não costuma ser problemático.
» Não é minimamente perigoso visitar Belém. É um destino turístico, com milhares de visitantes diários. Os locais são muito acolhedores.
Onde ficar: Não é habitual dormir em Belém, mas há alojamento de qualidade. O hotel Dar Sitti Aziza é um bom exemplo.
Onde comer: Qualquer dos pequenos restaurantes no centro, junto à Manger Street, costuma ser uma boa opção.
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