AC India: Apanhados pelo ritmo
Quando, em 2007, a Ubisoft lançou o primeiro Assassin’s Creed, estávamos longe de adivinhar que todos os anos teríamos um novo jogo da saga. Agora chegou o momento de viajarmos até à Índia
AC India é mais um spinoff que se afasta do género que tornou famosa esta saga. Enquadrado no segmento de plataformas 2,5D (2D com profundidade nos cenários), o destaque é o belo design gráfico que se mistura com cores fortes e torna os cenários em belos locais exóticos.
Um dos grandes trunfos está na jogabilidade, bastante virada para o parkour para avançar nos cenários, resolver puzzles ou matar inimigos.
No entanto, não esperem um conjunto alargado de puzzles para resolver, pois o foco é o ritmo e para isso contem com muitas corridas, saltos e escaladas que raramente nos travam. ACCI torna-se viciante, mesmo tendo em conta que a história não nos motiva o suficiente. O que mais ajuda a essa ‘sensação de vício’ é o aumento gradual e inteligente da dificuldade do jogo, quer nas formas de avançarmos nos cenários, quer na inteligência artificial dos inimigos, originando um desafio constante. E esta constante obriga a que tenhamos de alterar a forma como progredimos, nunca sendo repetitiva.
Reparos...
Todavia, nem tudo é bom. O enredo tem uma base interessante ao explorar uma era sangrenta do Império Sikh, mas perde-se por não aprofundar o que é importante no enredo e personagens. Algumas missões não têm grande impacto na narrativa e a forma como os cenários estão construídos não encaixa no âmbito do jogo. A isso junta-se ainda a sua curta duração. Com uma boa banda sonora e todos os outros fatores positivos que salientámos, é pena ver ACCI a não aproveitar todo o seu potencial. É viciante, desafiante e divertido, mas podia ser mais. Mas se este é o vosso género de videojogos, então vale a pena dar uma vista de olhos.