Battlefront: Aliança rebelde
O jogo da EA só está ligado ao filme porque… tem o selo ‘Star Wars’
Seguir Autor:
A indústria dos videojogos tem um lugar muito especial para os títulos baseados na saga "Star Wars". Ao longo dos últimos 20 anos foram lançados mais de três dezenas, de géneros diferentes e nas mais diversas plataformas, não faltando sequer abordagens por parte da Lego – excelentes, diga-se. A chegada de ‘Battlefront’, da responsabilidade da Dice e da Electronic Arts (EA), seria sempre notícia, mas desta vez há um suporte especial. Ou não fosse o jogo lançado pouco tempo antes da estreia, dia 17, de ‘The Force Awakens’, o filme de J.J. Abrams que retoma o universo imaginado por George Lucas em 1977.
Embora a data de lançamento de ‘Battlefront’ não seja inocente (o ‘marketing’ está sempre atento), a verdade é que o jogo da EA só está ligado ao filme porque… tem o selo ‘Star Wars’. Ou seja, propõe aos jogadores uma série de desafios onde o que está em causa é a luta entre a Aliança Rebelde e o Império. O mesmo é dizer que há soldados das duas facções (bem como naves, veículos de combate e personagens de todos conhecidas) que lutam entre si em locais que fazem ou fizeram parte dos 7 filmes da saga.
A representação gráfica deste universo é, aliás, um dos principais trunfos de ‘Battlefront’. Um pouco como se estivéssemos face a uma homenagem, tal a qualidade dos cenários e a fluidez da ação. O jogo é um ‘shooter’ (‘tiro neles’) que confia muito mais na vertente online (as escaramuças, por vezes frustrantes, do ‘multiplayer’) do que na proposta da jogabilidade a solo. Aqui, e não obstante a diversidade dos desafios, há o ‘risco’ de esgotarmos rapidamente as 12 missões incluídas -- batalha e sobrevivência. Mas a experiência é de categoria. E recomenda-se.