Dark Souls 3: Sobrevivência dolorosa
A questão é saber se... será mais do mesmo
Seguir Autor:
"You die". Esta será a frase mais lida por quem experimenta o ‘Dark Souls 3’. No seu já famoso ambiente medieval e bastante sombrio, continua a ser um fantástico jogo na terceira pessoa em que as palavras violência, exploração e desafio são as que o caracterizam. Graficamente muito bom, apesar de algumas quebras de framerate em algumas batalhas, o design está fantástico, tanto nos cenários como nas personagens.
Não fugindo ao estilo da trilogia, a jogabilidade é frenética e quase perfeita, com o personagem a responder às nossas ordens com a velocidade e coerência necessárias para que seja possível avançar num jogo tão difícil. Sim, ‘DS3’ é bastante difícil, tal como se esperava, mas não é injusto. Retirando alguns momentos em que a movimentação da câmara não ajudou, a verdade é que morremos sempre por falha nossa. A inteligência artificial está muito boa e explora os cenários, levando-nos a novos desafios e temos de dar destaque para o facto de, por vezes, enfrentarmos repetições dos mesmos inimigos, embora estes surpreendam com novos movimentos. Este detalhe oferece uma sensação de que nenhuma batalha está ganha. E essa é precisamente a essência da saga.
Com um bom sistema de armas e uma componente sonora que melhora ainda mais o peso do ambiente, ‘DS3’ não apresenta um enredo brilhante, mas o foco nunca é esse. Este é um jogo que nos leva à necessidade de nos tornarmos melhores e, no fim, a satisfação é enorme. Exige paciência, tempo e concentração a cada minuto e, de forma curiosa, não desistimos. É algo único, a forma como um jogo tão difícil nos leva a voltar a tentar e a tentar, até conseguirmos, criando um orgulho singular por mais um inimigo que vencemos.
Com poucos pontos fracos, ‘Dark Souls 3’ é muito bom, grande candidato a jogo do ano e talvez o melhor da trilogia. A questão é se vocês, jogadores, estarão à altura.