Ganhar o gostinho pela corrida antes da aventura do IronMan

Sérgio Rosado assume que apenas muito recentemente começou a dar mais importância à modalidade

Para lá de ser um dos nomes mais consolidados no mundo da música nacional (a par do seu irmão Nélson, com quem forma os 'Anjos'), Sérgio Rosado é também um entusiasta do desporto. Já o vimos - a ele e ao irmão... - a jogar padel, ténis ou futebol, mas é nas aventuras extremas de ciclismo que encontram a sua praia. Ainda assim, 2023 vai ser um ano de novos desafios, especialmente para Sérgio, que no novo ano irá lançar-se na aventura de fazer um IronMan. O palco escolhido será Cascais, em outubro, mas até lá há muito para fazer. A começar por colocar a corrida no seu dia-a-dia. Uma rotina que, como o próprio assume, apesar de não ter corrida há muito que tem sempre atividade física.

"Em novinho, os nossos pais tentaram incutir-nos este hábito de ter o desporto nas nossas vidas, de criar rotinas nesse sentido. Na altura fiz vários desportos. O que preencheu o maior tempo na minha juventude foi o basquetebol, onde fui federado. Enquanto figuras públicas, eu e o meu irmão queremos passar o legado para os nossos filhos e também transportar uma mensagem para as pessoas que nos seguem. Sabemos que temos um canal de comunicação mais forte e, por isso, passamos sempre uma mensagem positiva para acabar o sedentarismo que existe em grande escala no nosso pais", começou por dizer o cantor, em jeito de apelo.

Apesar de tencionar começar a aumentar a corrida na sua vida, Sérgio Rosado assume que essa modalidade sempre foi o seu "calcanhar de aquiles". "Nunca fui muito de correr, apesar de ter feito alguns corta-mato em miúdo, mas depois não dei seguimento a essa prática", confessa. Ainda assim, sabe bem que o difícil é... começar. "Correr é algo que custa um pouco desde início, mas só até ganharmos alguma técnica e hábito no corpo. Nunca foi algo que me puxou muito para fazer, mas há pouco tempo, na preparação para fazer os Caminhos de Santiago em bicicleta - com mil quilómetros em dez dias -, a preparação incluiu corrida. E foi fundamental para que a minha resistência fosse diferente, para melhor. Desde aí tenho olhado para a corrida de forma muito diferente", confessou.

Na memória de Sérgio Rosado está apenas uma prova, onde assume ter acabado com os pulmões... a arder. "Fiz uma São Silvestre em Lisboa. Não estava preparado e a determinado momento os pulmões já ardiam. Foi uma aventura interessante, porque fui a correr ao lado do vereador da cultura da altura. Foi uma prova muito gira, muito cheia de boa disposição e luz", recorda.

A razão para os desafios extremos

E se correr ainda parece algo complexo para o elemento dos 'Anjos', a verdade é que o que não falta no seu currículo são desafios extremos na bicicleta. "Tenho no currículo aventuras que muita gente pensa serem impossíveis. O que me motiva e leva a preparar-me para ultrapassar esses desafios é sobretudo passar uma mensagem de que tudo é possivel. Basta acreditar e querer. Os treinos para estas preparações são duros, mas exequíveis. Devemos ter alguma disciplina diária para conseguirmos atingir os objetivos que pretendemos. Transporto isso para o dia a dia. Se temos um objetivo, vamos criar condições na nossa vida para que isso seja possível. Esta motivação que arranjo, para me convencer que tenho de fazer, é para a superação física, pessoal e mental. Muitas das vezes nestes desafios há uma componente mental muito forte, sobretudo quando o corpo diz que não quer continuar. Mas nós temos um depósito de energia muito grande, é incrível aquilo que o nosso corpo consegue aguentar. E a parte anímica é fundamental nestas provas de longa distância. É sobretudo essa parte de superação que me motiva para que consiga chegar ao fim", assume.


Por Fábio Lima
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