O dia perfeito para começar uma nova vida

Ricardo Martins Pereira aprova a 'nossa' São Silvestre e aponta o início de uma nova tradição

Ricardo Martins Pereira, ou simplesmente 'O Arrumadinho', é um nome habitual nas corridas populares na capital. Já conta com várias provas longas (17 maratonas e mais de 40 meias maratonas, segundo as contas do próprio) e também não falha, quando pode, a possibilidade de correr uma, ou várias, São Silvestre por ano. O desafio de correr no dia 31 de dezembro, ainda assim, será algo novo e que, em conversa com Record, assume ter vontade de experimentar. Até porque, na sua opinião, este é definitivamente o momento certo para fazê-lo. Até pela mensagem que passa para o futuro, para uma mudança de hábitos para algo mais saudável.

"É um dia que corresponde muito mais ao espírito da prova do que quando se corre a 26 ou 27. Porque marca efetivamente o adeus ao ano, porque é um dia diferente, em que pouca gente trabalha, e há uma disponibilidade emocional ainda maior. Acho que sendo a 31 de dezembro pode criar-se uma rotina na vida de muita gente, que poderá passar a querer despedir-se do ano sempre com esta corrida e também marcar o primeiro dia de uma atitude nova para o ano que vai começar. É assim que eu gosto de ver as coisas. E este ano não será diferente", explica o influenciador digital em conversa com Record, não hesitando também em aceitar de pronto o nosso desafio para lá estar no último dia do ano. "Será um orgulho muito grande e uma alegria participar na corrida no último dia do ano", confessa.

Até porque, na opinião do diretor da revista digital 'MAAG', correr uma São Silvestre é sinónimo de "festa, alegria, confraternização, abraços, um despedir de um ano e dizer olá a um novo". "Nunca encarei a prova com um espírito demasiado competitivo. É aquela prova para que eu gosto de chamar amigos, gente que nunca correu, porque sei que todos vão gostar do lado emotivo e festivo. É uma celebração do exercício, do desporto, do bem-estar, da amizade, muito mais do que uma corrida para se bater recordes", assume o 'influencer' da área digital, de 46 anos, que neste período da sua vida, mesmo com "três filhos, uma empresa e muitos dramas para gerir" tenta sempre que possível encaixar o treino na rotina diária. 

Paixão desde os corta-matos da escola

Em conversa com o nosso jornal, Ricardo Martins Pereira lembrou como a corrida surgiu na sua vida e a forma como a procura manter sempre presente. "Tenho fotografias com 10 anos a participar nos corta-matos da escola. É algo que sempre me esteve no sangue", confessa. Depois seguiu para o andebol, mas a dificuldade dos horários obrigou-o a voltar-se definitivamente para a corrida. Em períodos mais tranquilos da sua vida assume gostar de treinar "quatro a cinco vezes por semana". Os 10 quilómetros já são uma distância rotineira para Ricardo Martins Pereira, até porque a sua preferência vai para os 42. A primeira maratona foi em 2012, à boleia de um amigo que fazia a sua 100.ª. Dali em diante foi sempre a somar. A próxima será Lisboa, dentro de duas semanas, antes de em dezembro correr a de Valência. A 19.ª.
Por Fábio Lima
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