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R – Como é que o Boavista entra na sua história ao fim de cinco anos em Aveiro?
F – Insistiram muito no final de 2002/03, época em que fui o melhor marcador do campeonato, mas antes de chegar ao Bessa tive um pré-contrato com o Benfica.
R – Preferiu o Bessa à Luz?
F – Tinha muitas coisas apalavradas com o Benfica, mas mandaram-me esperar e as coisas mudaram também por causa do meu coração, porque, ainda antes de ter chegado a Portugal ou conhecer o nome Boavista, eu já me tinha apaixonado pelas camisolas do clube.
R – Na altura estava ciente da dimensão dos dois clubes?
F – O Benfica é enorme, sem dúvida nenhuma, mas naquele tempo o Boavista estava, desportivamente, ao mesmo nível. Tinha sido campeão nacional, estava na Champions League com regularidade e eu quis jogar no Boavista. Troquei o Benfica pela minha paixão ao Boavista. Toda a gente me disse que era maluco ao trocar o Boavista pelo Benfica, mas não me arrependo minimamente. Não há dinheiro que pague tudo o que recebi no Boavista.
Por Pedro Malacó