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Os primeiros seis meses de Hugo Almeida na Rússia não podiam ter corrido melhor no Kuban Krasnodar, mas tudo mudou na segunda época, quando mudou de do Kuban Krasnodar para o Anzhi . "A cidade de Krasnodar pode não ser tão rica como outras na Rússia, mas as pessoas são humildes e gostei muito de lá estar. Entretanto, surgiu a proposta do Anzhi, assinei, e tudo mudou", recorda o ex-avançado que quando chegou a acordo lhe disseram que iria ficar em Moscovo e só viajaria até Makhachlala (capital da província do Daguestão, no Cáucaso) para disputar os jogos: "Estava tudo acordado e faria o mesmo que o Roberto Carlos e Eto'o. Um dia após a pré-epoca, sem dar qualquer explicação, o presidente deu a ordem e fomos todos para o Daguestão. Aí as coisas complicaram-se nível pessoal, foi mesmo o descalabro. Ficámos instalados no estádio onde tínhamos todas as condições, mas no Daguestão nem saía por causa dos tiroteios. Era o mesmo todos os dias, tiros e atropelamentos sem que ninguém fizesse nada. Ainda por cima estava lá sozinho, só via a mulher quando tínhamos jogos em Moscovo e ficávamos lá uma semana. Pareciam férias pois no Daguestão não saía do quarto".
Sobre o futebol russo, Hugo Almeida assume que "é complicado" especialmente durante o inverno. "As condições climatéricas são muito rigorosas e há jogadores com muita qualidade no campeonato russo. Não é fácil ser campeão lá", garante o técnico que passados poucos meses de experiência no Anzhi recebeu um telefonema do seu antigo técnico, Thomas Schaaf, para voltar à Bundesliga e nem pensou duas vezes.