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All-Star: Sul vence também no masculino

• Foto: Vitor Mota

Um jogo ‘All-Star’ quer-se espetacular, o que significa que deve ter elevada pontuação, ‘bombas’ de três pontos e afundanços para todos os gostos e feitios. Mas, felizmente, em Portugal, pelo terceiro ano consecutivo – desde que o evento foi reativado e englobado no programa da Festa do Basquetebol Juvenil –o cartaz tem sempre outros ingredientes essenciais: comandos alternados no marcador, muito empenho por parte dos protagonistas, defesa e incerteza quanto ao desfecho até aos derradeiros instantes. Albufeira viveu mais uma partida assim e, claro, o público saiu satisfeito.

Ganhou o Sul, por 106-103, repetindo o sucesso do ano anterior, mas isso é o menos relevante, já que fundamental era que a jornada resultasse numa excelente propaganda para a modalidade. E se é evidente que os presentes há muito estão convencidos da espetacularidade do basquetebol, qualquer outra pessoa teria sido ontem facilmente conquistada pela qualidade do jogo a que se assistiu.

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Os primeiros momentos (afundanço de Dominique Coleman, segundo de ‘alley oop" assinado por Jermel Kennedy) foram marcantes e serviram de mote para o que se viu durante todo o duelo.

No final, com a decisão em aberto depois de 12 mudanças de liderança e 10 empates, foi a capacidade defensiva a falar mais alto, com Coleman a ‘abafar’ Isaiah Johnson e, dessa forma, a selar o triunfo sulista.

Juventude em delírio

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Muitos dos jovens presentes no Municipal, integrantes das várias equipas presentes na Festa, nunca tinham tido oportunidade de ver em ação, ‘in loco’, as principais figuras do basquetebol nacional. Só por isso estavam com disposição para aderir ao ambiente. Contudo, devidamente motivados pelos ‘artistas’, não se limitaram a apreciar o momento, optando por se envolver com dedicação. Significa isso que o jogo foi disputado, continuamente, debaixo de aplausos e gritos de incentivos. E, claro, a divisão geográfica das 18 associações levou à tomada de partido pelo Norte ou Sul.

No final, findo um jogo muito a sério e onde ninguém quis ser apenas mero figurante, foi hora de ver os jovens craques do futuro a saltar para dentro do campo com o intuito de arranjar autógrafos e tirar uma ‘selfies". Sempre em festa.

Por Luís Avelãs
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