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Bubista e o lance do 1-1: «Fiquei um pouco irritado até porque Bielsa ensinou-nos a ter fair-play»

Selecionador de Cabo Verde confiante no apuramento para a próxima fase

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Bubista, selecionador de Cabo Verde
Bubista, selecionador de Cabo Verde • Foto: AP
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O selecionador de Cabo Verde, Bubista, abordou o empate frente ao Uruguai e não escondeu o orgulho que sente pelo trabalho que os seus jogadores têm feito.

"Desde o início, dissemos que queríamos competir ao mais alto nível e estamos a tentar fazê-lo. Mais do que o resultado, temos mostrado a nossa identidade, força, união e resiliência. Viemos para tentar um novo sonho, que é a qualificação para a fase a eliminar. Penso que é legítimo pensar dessa forma depois do que fizemos perante duas seleções de top mundial. Respeitamos os adversários e sabemos da qualidade que têm, mas estamos num ponto de dizer claramente que vamos lutar pelo apuramento. Qualquer equipa tem possibilidade de passar e os jogos [da terceira e última jornada] serão difíceis para todos", frisou o selecionador de Cabo Verde.

Sobre a possível qualificação para a próxima fase, o treinador mencionou que os jogadores estão motivados e que vão trabalhar para esse objetivo: "Tentaremos. Os atletas estão com essa vontade e fé. Penso que mostrámos isso, num encontro que foi duríssimo, difícil e teve características diferentes do primeiro [], por causa da agressividade, intensidade e qualidade do adversário."

O selecionador de Cabo Verde abordou o lance que acabou por dar o empate ao Uruguai, quando Viñas, que estava a ajudar Telmo Arcanjo com caibrãs, . "Fiquei um pouco irritado, até porque Marcelo Bielsa ensinou-nos a ter fair play. Fiquei frustrado, mas faz parte do jogo e do crescimento da nossa equipa. Também deveríamos ter evitado essa situação e colocado a bola fora naquele momento. Foi uma mistura de erros. Tentámos fazer as coisas à nossa maneira. Às vezes, é normal que os futebolistas se sintam pressionados em algum momento. Por algum motivo, o Uruguai não parou o jogo", frisou.

Bubista adiantou o próximo jogo que poderá levar Cabo Verde a se qualificar para a fase a eliminar, mas não quer entrar em euforias: "Temos de ter os pés no chão, sabendo que o próximo jogo será difícil. A Arábia Saudita também tem possibilidades de qualificação, daí que, sinceramente, não veja nenhuma vantagem para nós. Pelo contrário, temos de ter o respeito necessário e a atitude correta para encarar a partida com a máxima seriedade e desportivismo. Devemos isso a todos os nossos adversários. Queremos que as pessoas fiquem a conhecer Cabo Verde pelo que somos. Esta equipa é a identidade do nosso povo."

O selecionador mostrou-se orgulhoso da campanha de Cabo Verde no Mundial'2026: "Estamos a demonstrar que um país pode ser pequeno e ter dificuldades financeiras, mas, se tiver resiliência e capacidade de sofrimento e trabalhar com organização, consegue ombrear com as grandes seleções. Devemos isso ao nosso continente e ao nosso povo. O desporto, e o futebol em particular, têm a ver com organização, coragem e determinação. Quando se entra em campo, e por mais que o adversário seja dos melhores, muitas coisas se igualam. Pegámos nisso para demonstrar aos outros setores da vida que se podem conseguir as coisas, mesmo com dificuldades, desde que haja um sonho e se corra atrás dele", concluiu.

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