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Portugal prepara a 9.ª presença em fases finais do Campeonato do Mundo, com a particularidade de ser 7.ª consecutiva – desde 2002 até hoje, a Seleção Nacional não falhou qualquer participação. Aqui lhe apresentamos quem são os 10 jogadores portugueses com mais internacionalizações. O capitão Cristiano Ronaldo lidera destacado. Neste top apenas dois jogadores continuam no ativo: CR7, João Moutinho e Bernardo Silva.
Nome: Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro
Data de nascimento: 5/2/1985 (41 anos)
Clubes: Sporting, Man. United, Real Madrid, Juventus e Al Nassr
Estreia: Cazaquistão (1-0), 20/8/2003 – Luiz Felipe Scolari
Jogos e golos: 226/143
O futebol teve de esperar mais de cem anos para encontrar um futebolista tão grande e duradouro; tão marcante para os clubes que representou, para o seu país e para o fenómeno que abraçou com orgulho, nos tempos da infância difícil e problemática vivida nas ruas do Funchal. Cristiano Ronaldo chega aos 41 anos íntegro na sua consistência futebolística, diferente na expressão, mas sempre fundamental e goleador. Em quase um quarto de século espantou o planeta, brilhou em todos os palcos, bateu recordes uns atrás dos outros e, agora que se prepara para jogar o último Mundial da carreira, assume o desejo de se despedir como merece: com uma glória que honre a carreira inigualável que construiu com doses infinitas de talento e trabalho.
Nome: João Filipe Iria Santos Moutinho
Data de nascimento: 8/9/1986 (39 anos)
Clubes: Sporting. FC Porto, Monaco, Wolverhampton e Sp. Braga
Estreia: Egito (2-0), 17/8/2005 – Luiz Felipe Scolari
Jogos e golos: 146/7
Transporta com ele a infalibilidade de uma intervenção sempre correta e adequada às circunstâncias; está sempre no lugar certo, a executar o correto, a pensar nos problemas que tem no momento e a antecipar os outros que se irão seguir. Não funciona a pilhas, antes está sempre ligado à corrente: percorre quilómetros, mas nunca se cansa, muito menos se diminui para tomar as decisões adequadas a cada situação. É o segundo jogador com mais internacionalizações em Portugal, mas a sua carreira espelha um mundo cruel com quem possui menos argumentos técnicos instantâneos e que muitas vezes decreta a indiferença com estrelas que assumem as rédeas das equipas e as levam ao destino..
Nome: Képler Laveran Lima Ferreira
Data de nascimento: 26/2/1983 (43 anos)
Clubes: Marítimo, FC Porto, Real Madrid e Besiktas
Estreia: Finlândia (0-0), 21/11/2007 – Luiz Felipe Scolari
Jogos e golos: 141/8
Habituou-se a que a vida lhe criasse obstáculos difíceis de ultrapassar, até chegar ao momento em que o Evereste lhe surgiu pela frente duas ou três vezes. No Real Madrid assinou épocas fabulosas, titular indiscutível num grupo com defesas altamente qualificados, liderados por Sérgio Ramos e Varane, mas nem isso convenceu o clube que, no momento de lhe renovar o contrato, se encolheu com o argumento que não era suficientemente cavalheiro. Ficou, naturalmente. Tinha o perfil de lutador indomável, com sangue azul e branco a correr-lhe nas veias, razão pela qual era amado no dragão e odiado no resto do país. Relativizou a visão a partir do momento em que passou a representar a Seleção Nacional. Tornou-se um dos nossos. E foi por Portugal que fez o último jogo da carreira
Nome: Luís Filipe Madeira Caeiro Figo
Data de nascimento: 4/11/1972 (53 anos)
Clubes: Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter Milão
Estreia: Luxemburgo (1-1), 12/10/1991 – Carlos Queiroz
Jogos e golos: 141/8
Tornou-se o expoente máximo da Geração de Ouro, esse grupo de jogadores que, orientados por Carlos Queiroz nas seleções jovens, conduziu Portugal ao topo da Europa e do Mundo. Cedo se assumiu como figura central do processo, pela afirmação clara no Sporting, que o levou ao Barcelona e, depois, por estar no centro de um dos momentos mais intensos da história do futebol, quando trocou Camp Nou pelo Bernabéu. Nesses anos de maior evidência, expressou-se como um dos melhores de sempre, utilizando a sua arte para banalizar a exceção, para tornar habituais e rotineiros milagres futebolísticos que outros nem conseguiam imaginar, quanto mais fazer. No início da carreira manteve lealdade ao Sporting; no ocaso defendeu as cores do Inter Milão. A sua grandeza também pode ser medida por aí: pelos clubes que representou.
Nome: Luís Carlos Almeida da Cunha
Data de nascimento: 17/11/1986 (39 anos)
Clubes: Sporting, Man. United, Fenerbahçe, Valencia, Lazio, Orlando City, Melbourne, Adama Demispor, Est. Amadora e Aqtobe
Estreia: Dinamarca (2-4), 1/9/2006 – Carlos Queiroz
Jogos e golos: 112/24
Tudo nele era intuição, imaginação e desejo de criar; nas veias levava o irreprimível desejo do engano, que misturava com a execução sumptuosa, prova de que quando não se impunha pelo engano se afirmava pela perfeição. O percurso de Nani desenvolveu-se inicialmente na sombra de Cristiano, ambos com origem no Sporting e transferidos, em tempos distintos, para o Manchester United, onde chegaram a coexistir. Aí como na Seleção Nacional foi o príncipe na corte de D. Cristiano, um delfim de ouro, genial, preponderante, desequilibrador, reconhecido e temido pelos dotes de um dos melhores jogadores do seu tempo. Na final do Europeu’2016, quando Ronaldo saiu lesionado, ainda na primeira parte, assumiu o papel que lhe cabia. Herdou a braçadeira e despediu-se do capitão com uma frase eterna: “Cris, vamos ganhar por ti.” E ganharam mesmo.
Nome: Fernando Manuel Silva Couto
Data de nascimento: 2/8/1969 (56 anos)
Clubes: FC Porto, Famalicão, Académica, Parma, Barcelona e Lazio
Estreia: Estados Unidos (1-0), 19/12/1990 – Artur Jorge
Jogos e golos: 110/8
Quando se estreou na Seleção e apareceu como titular do FC Porto foi fácil traçar-lhe o destino: estava sentenciado a viver longe dos nossos olhares, nessa espécie de Hollywood futebolística que, em meados da década de 90, era o calcio. Senhor de um poder físico exuberante e de uma atitude competitiva levada ao extremo, Fernando Couto viveu sempre condicionado pela necessidade de calibrar os ímpetos mais agressivos com o acerto das decisões tomadas. Foi a trave-mestra da sua geração, jogador mais fiável e preponderante de um ciclo, dos poucos indiscutíveis e, em certos períodos, insubstituíveis na Seleção Nacional, contexto no qual formou dupla de nível mundial com Jorge Costa. Fernando Couto, o primeiro jogador português a atingir as 100 internacionalizações, resistiu até ao Euro’2004, palco no qual se despediu.
Nome: Rui Pedro dos Santos Patrício
Data de nascimento: 15/2/1988 (38 anos)
Clubes: Sporting, Wolverhampton, Roma, Atalanta e Al Ain
Estreia: Espanha (4-0), 17/11/2010 – Paulo Bento
Jogos e golos: 108/0
Chegou cedo à ribalta, porque a convicção do seu treinador no Sporting era forte o suficiente para resistir a tudo, incluindo a incompreensão de quem só via mesmo um palmo à frente do nariz. Paulo Bento encarou Rui Patrício não só como o futuro da baliza verde e branca, como entendeu estar perante um fenómeno capaz de deixar marcas no futebol português. Resistiu aos erros da juventude, mas beneficiou do talento consistente de um guarda-redes que cumpriu integralmente o plano traçado. Foi figura de um tempo e entra na lenda como guardião do campeão da Europa, feito que o eterniza como das figuras mais emblemáticas do futebol nacional. Na final de Paris, a que deu a Portugal a maior glória desportiva de sempre, foi decisivo a manter inviolada a baliza que, sendo dele, naquele dia era de todos nós.
Nome: Bernardo Mota Veiga de Carvalho e Silva
Data de nascimento: 10/8/1994 (31 anos)
Clubes: Benfica, Monaco e Man. City
Estreia: Espanha (4-0), 31/3/2015 – Fernando Santos
Jogos e golos: 107/14
Fernando Chalana não teve dúvidas na caracterização do menino que evoluía sob o seu olhar e orientação: “É um pequeno Messi.” Já nessa fase embrionária da vida e da carreira, Bernardo Silva se entregava a executar com o pé esquerdo os milagres que o cérebro prodigioso concebia. O percurso fê-lo ao ritmo da evolução física e da aposta de quem o comandava. Não triunfou no Benfica e só no Monaco se expressou ao ponto de ter o Mundo de olhos no seu talento. Em 2015 estreou-se na equipa nacional, mas falhou, por lesão, o Euro’2016. Foi a partir daí que assumiu o papel de grande embaixador do futebol português, campeão no Monaco e contratado pelo todo-poderoso Manchester City. Usufruiu então de todas as vantagens de se ter cruzado com Pep Guardiola, para quem é um jogador fetiche. Não é só um dos mais internacionais. É um dos melhores de todos os tempos.
Nome: Bruno Eduardo Regufe Alves
Data de nascimento: 27/11/1981 (44 anos)
Clubes: FC Porto, Farense, V. Guimarães, AEK Atenas, Zenit, Fenerbahçe, Cagliari, Glasgow Rangers, Parma e Apollon Smyrnis
Estreia: Koweit (1-1), 5/6/2007 – Luiz Felipe Scolari
Jogos e golos: 96/11
Nele se misturavam qualidades, ao ponto de algumas resvalarem para defeitos difíceis de dominar. Tinha um físico poderoso, a coragem de um soldado de elite, o despudor que caracteriza os defesas, visão e qualidade técnica na relação com a bola. Numa fase inicial quase todos só lhe viram uma agressividade excessiva, tantas vezes prejudicial aos interesses da equipa; mas a partir de certa altura, que podemos situar quando se cruzou com Jesualdo Ferreira, fez explodir um arsenal de soluções que o transformaram num defesa intratável transformado em primeiro avançado, pela qualidade de passe e pelo perigo que representava no jogo aéreo. Bruno Alves consolidou-se pela crescente autoridade que impôs ao seu futebol, traduzida também num número de golos muito razoável – na Seleção Nacional apontou oito.
Nome: Rui Manuel César Costa
Data de nascimento: 29/3/1972 (54 anos)
Clubes: Benfica, Fiorentina e AC Milan
Estreia: Suíça (1-1), 31/3/1993 – Carlos Queiroz
Jogos e golos: 94/26
Havia nele a visão, a técnica e a elegância de um ser superior. Quando a bola lhe chegava aos pés, Rui Costa tornava-se o gigante que liderava a equipa, intimidava os adversários e administrava o jogo a seu bel-prazer. Era tão preciso, grandioso e preponderante que olhávamos para ele e o víamos com uma batuta imaginária na mão, maestro feito património da humanidade, à frente de orquestras que executavam à cadência dos seus conceitos. Foi um dos melhores do seu tempo, expoente de uma Fiorentina menos ambiciosa, mais comedido num Milan que foi potência em Itália e campeão europeu. Na Seleção foi indiscutível até ao último palco que pisou: o Euro’2004, em que perdeu o lugar para Deco, mas onde ainda brilhou com atuações extraordinárias, a mais relevante frente à Inglaterra, com um golo espetacular, já no prolongamento.
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