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“Várias vítimas e muitos estragos em Portugal.” A notícia na rádio francesa exemplifica bem a atenção que as intempéries no nosso país está a merecer na Europa. Tanto mais que não é o único país europeu a sofrer as consequências do mau tempo. Espanha, Itália e Grécia também estão a lutar contra a força da Natureza.
A União Europeia tem mecanismos de ajuda para catástrofes como esta, um deles é o Mecanismo de Proteção Civil da UE. Conhecemos bem, na altura dos fogos, quando outros países enviam aviões de combate a incêndios para ajudar. Mas para isso é preciso o País pedir, o que não aconteceu até este fim de semana no caso português.
“A mim causa-me estranheza”, diz Ana Catarina Mendes no Parlamento Europeu em Estrasburgo, onde foi dedicado um debate aos efeitos do mau tempo no nosso país. “A UE tem geradores que podiam ajudar Portugal. Os geradores eram capazes de fornecer eletricidade às pessoas e colocar as empresas a laborar”, explica a eurodeputada do PS, que considera ser este um sinal de “pouca capacidade de coordenação política”.
No mesmo sentido vai Catarina Martins. “As tempestades são naturais, mas a irresponsabilidade é humana”, disse no Plenário a eurodeputada do Bloco de Esquerda. “O Governo não acionou a solidariedade europeia quando o País desespera com a falta de geradores”, acrescentou.
As críticas ao Executivo de Luís Montenegro não são exclusivas da esquerda. O eurodeputado do Chega considerou que estas tempestades “vieram confirmar uma realidade incómoda: o Estado português falha sempre que é posto à prova”, dando o exemplo dos incêndios e do apagão. “O Governo deixou por tentar acionar vários recursos europeus”, acrescentou.
Pelo lado do PCP, João Oliveira acusa o Governo de ter tido uma “resposta demorada, descoordenada e insuficiente”. Apesar do pedido português não ter chegado para acionar o dispositivo de Proteção Civil da União Europeia, Portugal pediu as imagens satélite da Europa de forma a monitorizar os caudais dos rios e analisar os prejuízos.
A eurodeputada do PSD, Lídia Pereira, considera que é “legítimo quem sofreu exigir mais do Estado”, mas considera que “não é aceitável a dor alheia em palco político”. Acrescenta que este não pode ser “tempo do oportunismo” e lança o alerta: a reconstrução tem de ser feita de forma “diferente” e preparada para catástrofes como esta.
Por Correio da ManhãFoi em Estrasburgo que o eurodeputado revelou ao ‘Europa Viva’ como chegou ao Parlamento Europeu.
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