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Anos 90: Do Benfica em Viena''90 ao «Oui» do França''98

NOS anos 90, Record cresce decididamente, torna-se um produto mais diversificado, capaz de se apresentar aos leitores não só como o jornal tradicional mas também como revista e até produto "on-line". Conquistado o mercado, é agora uma empresa agressiva e sempre competitiva, que conseguiu despertar um mercado publicitário que até determinada altura foi relativamente alheio aos jornais desportivos.

Desta vez, a cobertura dos grandes acontecimentos suscita novas iniciativas. Quando, em 1990, o Benfica se qualifica para a final da Taça dos Campeões Europeus, Record avança com a publicação de um suplemento de 24 páginas, a cores, onde se conta a história do clube nas competições europeias e já se perspectiva a final com o Milan. No mês seguinte, Record não perde o ritmo e faz o mesmo em relação ao Mundial'90, em Itália.

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No ano seguinte, regressam Carlos Queiroz e as suas prometedoras equipas. O Mundial de sub-20 é organizado em Portugal, e o jornal acompanha a par e passo todas as incidências. Para a cobertura do jogo da final, no Estádio da Luz, entre Portugal e o Brasil, Record destaca 11 repórteres e dá dez páginas na edição de 2 de Julho de 1991. "Momentos de glória", é a manchete, sobre um estádio visto dos céus, completamente cheio. Em 1992, os Jogos Olímpicos de Barcelona merecem toda a atenção do jornal.

João Marcelino, Arons de Carvalho, Joaquim Semeano e Paulo T. Silva são os enviados de Record à capital da Catalunha, garantindo um destacável de oito páginas por edição. Não há medalhas, vão longe os tempos de glória de Carlos Lopes e Rosa Mota, mas o destaque nas páginas do jornal já não depende exclusivamente dos sucessos. Agora, é a própria dimensão de Record que justifica a cobertura do grande acontecimento. Assim, o Europeu de 96, em Inglaterra, com a selecção portuguesa qualificada, merece uma cobertura de cinco enviados especiais e a mobilização de mais meios na própria redacção, em Lisboa, para a publicação de um suplemento diário de oito páginas. É também publicada uma revista com todas as informações sobre a prova e a selecção portuguesa. Pela primeira vez, o jornal avança com uma edição electrónica especial, só sobre o Europeu. na Imprensa portuguesa, e um suplemento diário de doze páginas. Há ainda uma revista muito completa sobre a prova.

Com esta forma de cobertura, Record impõe um estilo. O acontecimento ultrapassa as próprias páginas do jornal, e para os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, publica-se nova revista e são destacados seis enviados especiais! Um nível de cobertura que atinge o máximo no Mundial'98, em França: nove enviados especiais, um verdadeiro recorde! O ano terminará em beleza, com um... exclusivo mundial. Record consegue juntar, em Paris, no Stade de França, os treinadores finalistas do Mundial, o francês Aimé Jacquet e o brasileiro Mário Zagallo. Em 30 de Novembro de 1998 publica, numa Edição Especial, a entrevista com os dois treinadores. O jornal fazia uma jogada brilhante e ganhava prestígio internacional.

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