Distinção para árbitros é o prémio mais antigo

O APITO de Ouro/Record é o prémio mais antigo da imprensa desportiva portuguesa. A primeira edição remonta à temporada de 1965/66, e na ocasião lançou-se igualmente o Apito de Prata, destinado a premiar os árbitros da II Divisão, iniciativa que se manteve apenas por mais três épocas, o que não se verifica com o Apito de Ouro, apesar de não ter sido atribuído nas épocas de 75/76 e 80/81.

Vieira de Carvalho foi o jornalista de Record que lançou a ideia e o primeiro projecto do Apito de Ouro, tendo, mais tarde, Carlos Arsénio e Alves Henriques elaborado os regulamentos deste prémio.

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No princípio, os jornalistas de Record atribuíam notas de 1 a 5 pelo desempenho de cada árbitro, situação alterada desde a temporada 1998/98, momento em que foi introduzida a nota 0 para pontuar uma arbitragem muito negativa, o que infelizmente não é assim tão invulgar no campeonato português, apesar dessa nota ter sido pouco utilizada pelos nossos jornalistas.

Ao longo das 32 edições, o nosso jornal permitiu 19 diferentes árbitros e em várias ocasiões o julgamento dos nossos jornalistas coincidiu com o aquele que foi feito pela Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, ou seja, diversos árbitros foram classificados na primeira posição quer por Record quer pela FPF.

António Garrido é o único árbitro cinco vezes premiado com o Apito de Ouro, tendo Joaquim Campos (actualmente colunista do nosso jornal), Veiga Trigo e Jorge Coroado conquistado o prémio por três ocasiões.

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Para um árbitro conquistar o Apito de Ouro tem de realizar, pelo menos, sete jogos da I Divisão/I Liga. É a média final das notas que serve de classificação, o que à partida permite aos árbitros terem uma ou outra tarde má, desde que, por outro lado, consigam também excelentes arbitragens.

O actual Apito de Ouro/Record é o árbitro lisboeta Jorge Coroado, que conquistou o prémio pela segunda vez consecutiva, e pela terceira ao longo da carreira.

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