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Liga Fantástica: O treinador dentro de nós

SER treinador é o desejo de cada adepto do futebol. Partindo dessa premissa, Record trouxe a Portugal um dos maiores fenómenos de popularidade associados ao Desporto internacional, a “Liga Fantástica”, que tem virado a cabeça a milhões de pessoas em todo o Mundo, desde o basebol norte-americano ao futebol espanhol.

Um ano depois de o “The Times” ter importado para o críquete inglês o modelo das “fantasy leagues” do basebol, o “Daily Telegraph”, também de Londres, fez as necessárias adaptações do jogo ao futebol, criando a sua “Super League”. Em três anos, a ideia transformou-se num sucesso mundial, com os direitos a serem cedidos para vários países europeus, sul-americanos e asiáticos, repetindo-se os bons resultados e o entusiasmo dos participantes.

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Em 1995 Record conseguiu os direitos exclusivos para Portugal da Liga Fantástica. O primeiro passo foi convidar quatro empresários portugueses para atribuírem os valores a cada jogador da I Divisão nacional. Manuel Barbosa, José Veiga, Jorge Gama e Lucídio Ribeiro formaram o primeiro painel — o sistema seria repetido nos anos seguintes, com algumas variações de nomes. João Pinto (Benfica) e Emerson (FC Porto) foram os jogadores mais bem cotados, com 800 mil contos, um valor que foi sendo aumentado ao longo das edições do concurso. Este ano, Jardel é o mais valorizado, custando 2,3 milhões de contos, e João Pinto viu a sua cotação ser aumentada em um milhão de contos, desde 1995.

Em quatro edições, três concorrentes consagraram-se como vencedores. Em 95/96, no ano de estreia, António José Moura Ferreira arrecadou o prémio de 5 mil contos. Nas duas épocas seguintes, a vitória sorriu ao mesmo concorrente, Pedro Polido Neves de Morais Martins, que colocou ainda outra equipa no terceiro posto em 97/98 (mais mil contos). Na última edição, João Miguel Barbosa Marques superiorizou-se à concorrência.

PREÇOS DE QUEM SABE

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No intuito de dar um sentido de justiça aos preços dos jogadores, Record convidou, ao longo das cinco edições, os empresários lusos com licença da FIFA para participarem na elaboração da lista. Com algum consenso e também várias discórdias, os agentes hierarquizaram o valor dos jogadores e construíram as bases para as escolhas dos concorrentes. Em 1995, Manuel Barbosa, José Veiga, Lucídio Ribeiro e Jorge Gama inauguraram a colaboração, que esta época bateu o recorde de participação, com oito agentes: para além dos quatro citados, Paulo Barbosa, Jorge Mendes, Jorge Manuel Mendes e Alexandre Pinto da Costa.

CÉSAR DE OLIVEIRA

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