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ACP aplaude medidas para diminuir a sinistralidade mas pede "ação concreta no terreno"

Operações de Páscoa da PSP e GNR registam 18 mortos em mais de dois mil acidentes
• Foto: Nuno Alfarrobinha

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) emitiu um comunicado a mostrar-se favorável às novas medidas anunciadas pelo Governo, que visam reforçar a segurança rodoviária. Porém, alerta que estas alterações só irão resultar "se houver, de facto, uma ação concreta no terreno".

Recorde-se que o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou, entre outras medidas, o regresso da Brigada de Trânsito da GNR, extinta em 2007.

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Um dos aspetos mais relevantes para o ACP é, precisamente, "o regresso da Brigada de Trânsito da GNR, uma antiga reivindicação da instituição, após a decisão negligente da sua extinção, em 2007". "O restabelecimento de uma estrutura especializada para a fiscalização e prevenção rodoviária representa um sinal positivo de que a segurança nas estradas volta a merecer a atenção e prioridade que nunca deveria ter perdido", pode ler-se-

Outro ponto importante registado neste comunicado prende-se com o anuncio do aumento da fiscalização, nomeadamente das operações stop sem aviso prévio, mas o ACP deixa um alerta: "sempre que estas operações são previamente anunciadas, muitos condutores desvalorizam o seu impacto, o que ajuda a explicar números absolutamente inaceitáveis em várias ações de fiscalização. Para o ACP, a eficácia da fiscalização depende também do seu efeito dissuasor e da sua imprevisibilidade".

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O ACP refere ainda concordar com o "alargamento da instalação de radares de velocidade média", entendendo que "este tipo de fiscalização pode contribuir para uma redução efetiva da velocidade excessiva e, consequentemente, da sinistralidade rodoviária".

"Também no combate à prescrição de contraordenações, o ACP acompanha a posição agora anunciada pelo Ministério. Impedir prescrições e alargar os prazos dentro dos limites legais é um  sinal claro de intolerância perante os estratagemas que têm permitido, em demasiados casos, evitar a punição. Para o ACP, tudo o que contribua para reforçar a eficácia do sistema sancionatório, quer na aplicação quer na execução das contraordenações, é bem-vindo", acrescenta.

Em suma, para o ACP é necessário passar-se da teoria à prática, ou seja, que as medidas agora anunciadas não se fiquem apenas por isso mesmo. "Importa agora acompanhar a concretização destas intenções e perceber de que forma serão implementadas no terreno. Porque, em matéria de segurança rodoviária, mais importante do que anunciar é executar bem, com eficácia, consistência e resultados".

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Por Record
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