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Aníbal Pinto: «Achei logo que podia ser uma tentativa de extorsão»

• Foto: Lusa

Aníbal Pinto, arguido acusado de co-autoria de tentativa de extorsão à Doyen, afirmou esta sexta-feira no Tribunal Central Criminal de Lisboa que foi Rui Pinto quem o contactou, a partir da Hungria, referindo que agiu sempre enquanto advogado.  

"Rui Pinto ligou-me da Hungria a perguntar se podia dar o meu contacto a um advogado da Doyen. Só respondi passados dois dias, o que demonstra a importância que o Rui Pinto tinha para mim. Ele enviou o email, e fiquei estupefacto quando vi alguém a negociar entre 500 mil euros e 1 milhão sem ser um número exato. Achei logo que podia ser uma tentativa de extorsão. Disse-lhe que nunca pensei que ele fosse o autor do site [Football Leaks]. Avisei-o que podia vir a ser acusado de vários crimes, inclusive de extorsão mas mantive o anonimato dele obrigado pelos estatutos [sigilo profissional]. Ele ligou-me no dia seguinte a dizer que não era para cometer qualquer ilegalidade mas para fazer contrato de prestação de serviços. E que um colega advogado iria entrar em contacto comigo. Respondi: 'se não for para isso, esquece'. Perguntei quem é que me pagava e ele disse que a outra parte pagava tudo, fiquei logo com a ideia que ele era um teso", afirmou esta sexta-feira em tribunal. 

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Aníbal Pinto disse ainda que houve uma troca de email com outro advogado, Pedro Henrique, garantindo que na altura não sabia quem era Nélio Lucas nem a Doyen. 

"Nélio Lucas enviou um email a Rui Pinto com o meu conhecimento em que me fazia perguntas, pedindo-me para ir a Lisboa. Não respondi a esse email. Depois Pedro Henrique enviou-me um SMS a dizer 'venha de Alfa que eu pago o bilhete', perante isto respondi: 'a nossa reunião fica sem efeito assim como a minha disponibilidade para este caso'", disse.

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Por Record
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