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As redes organizadas para furto de cães em Portugal

Cães não devem ficar muito tempo sozinhos em casa
• Foto: DR

Nas redes sociais multiplicavam-se os apelos à partilha, por parte da chef algarvia, Noélia Jerónimo. Não era um novo restaurante ou prémios que aí vinham, estava assustada. Avisava: "Desaparecido – Cabanas de Tavira. O meu nome é Faísca, sou um cão muito dócil e meigo." Os alertas mostravam um braco alemão de pelo curto (um dos mais cobiçados, de raça usado para caçar). Tinha pouco mais de um ano à data do desaparecimento, no início de março passado, e pertencia à afilhada da chef. Felizmente, pelo chip implantado que o identificava, foi encontrado duas semanas depois pela Guarda Nacional Republicana (GNR). Estava a 135 km de casa, em Castro Verde (distrito de Beja), subnutrido (com menos oito kgs), cabisbaixo e sem voz.

Noélia não tem dúvidas que se tratou de um furto, com invasão de propriedade privada (a casa da afilhada, paredes-meias com a sua)

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