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CEO da Nos: «LiveModeTV é parcialmente concorrente da Sport TV mas essencialmente complementar»

Miguel Almeida, presidente executivo (CEO) da Nos
• Foto: Mariline Alves / Jornal de Negócios

Miguel Almeida, CEO da Nos, afirma que o atual modelo financeiro dos conteúdos desportivos não é sustentável, tanto que a Sport TV é "um buraco financeiro" nas contas da operadora. Ainda assim, o CEO da Nos não se opõe à entrada da LiveModeTV no mercado durante o Mundial'2026, indicando, no entanto, que têm de existir regras iguais.

O líder da operadora considera que a LiveModeTV é "parcialmente concorrente, mas essencialmente complementar" ao negócio da Sport TV, mas que "não é sustentável", porque o modelo exclusivo de publicidade já não funciona. "Tem de haver subscrição, o consumidor tem de estar disponível para pagar alguma coisa porque os custos associados a esses conteúdos são astronómicos", aponta.

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O gestor atira ainda que não está tranquilo em relação à Sport TV nas contas, uma vez que "a Sport TV é um buraco financeiro", ainda que isso se deva a contextos de mercado. Ainda assim, não se mostrou demasiado preocupado, apesar de indicar que quer sair do negócio do desporto, aproveitando a centralização dos direitos televisivos em 2028.

O CEO da Nos rejeitou voltar a participar no Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) após o fim do contrato, lamentando ainda as acusações de responsabilidade que foram passadas à operadora pela falha do serviço no dia do apagão. Em entrevista ao , Miguel Almeida atira que a Nos foi o "bode expiatório" num passa-culpas no qual não teve responsabilidade.

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"A Nos fornece um serviço de acordo com os requisitos que foram definidos" no contrato com o SIRESP, e se o sistema "tem debilidades, isso não tem nada a ver connosco", esclarece o líder da operadora, acrescentando que a Nos recebe 1,5 milhões de euros por ano, um valor 30 vezes inferior àquele que o modelo custava ao Estado. 

"Houve uma lógica política, um 'passa-culpas', que é uma coisa tradicional em Portugal, há aqui um bode expiatório que é fácil, que é a Nos, que é uma coisa absolutamente lamentável e que me deixa profundamente transtornado", vinca Miguel Almeida, até porque terá ficado "evidente" em conversas com a empresa-gestora que a operadora "não tem responsabilidades sobre as falhas" porque se tratou de falta de energia.

E o gestor vai mais longe, garantindo "saltar fora" da operação quando o contrato terminar daqui a dois anos. "Se não tivéssemos um contrato, garanto que já tinha saltado fora disto. E garanto outra coisa: não sei o que vai ser desenhado para o futuro do SIRESP, mas nós não teremos nada a ver com isso", sustenta.

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