Noventa e um dia após ter tomado posse o Governo francês foi esta quarta-feira derrubado no Parlamento. O Executivo liderado por Michel Barnier enfrentou duas moções de censura - uma apresentada pela esquerda da Nova Frente Popular e outra pela União Nacional, de extrema-direita. A primeira acabou por ser aprovada com os votos da força liderada por Marine Le Pen.
A moção apresentada pelas forças de esquerda foi aprovada com 331 votos, bem acima dos 288 necessários. A soma dos deputados da Nova Frente Popular e da União Nacional é de 325.
A encerrar o debate de duas horas, Barnier apelou à "responsabilidade" dos deputados, num derradeiro esforço para que parte dos parlamentares da Nova Frente Popular não apoiassem a moção.
Marine Le Pen, por seu turno, indicou que a União Nacional iria votar favoravelmente a moção da esquerda, sublinhando que iria "usar" a Nova Frente Popular "como uma ferramenta".
Com a queda do Governo, o Presidente francês, Emmanuel Macron, pode tentar apresentar um novo Executivo, que terá de passar pelo crivo da Assembleia Nacional. A tarefa adivinha-se complexa, uma vez que a própria escolha de Barnier foi demorada e o apoio à escolha foi frágil.
Macron já garantiu, no entanto, que não se demitirá antes do fim do seu mandato, em 2027
Por Negócios