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Hospital cobrou 75 mil euros para internar jovens envolvidos no incêndio num bar suíço: «É um insulto»

O Hospital Universitário em Lausanne, Suíça
• Foto: Foto AP/Baz Ratner

Um hospital suíço em Sion apresentou uma conta no valor de 75 mil euros referente a 15 horas internamento na UTI à família de Manfredi Marcucci, um italiano de 16 anos que ficou gravemente ferido, juntamente com outras 18 pessoas, numa explosão num bar em Crans-Montana, Suíça, na véspera de Ano Novo. 

"Ficámos muito surpresos. O meu filho foi apenas internado lá [no hospital de Sion] antes de ser transferido [para o hospital de Niguarda, em Milão]. Quando fomos buscar os registos médicos, disseram-nos que as despesas seriam pagas pelo Cantão de Valais", começou por explicar Umberto Marcucci, pai de Manfredi, que regressou à escola na semana passada após ter passado por mais uma cirurgia. "Isto é um absurdo. Estamos em contacto com a nossa embaixada porque gostaríamos de ter uma garantia por escrito de que não devemos nada, principalmente porque seria paradoxal depois de tudo o que os nosso filhos passaram."

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O documento citado pelo jornal 'Corriere della Sera' afirma, contudo, que se trata apenas de uma informação às famílias e que o valor mencionado não precisa de ser pago pelas vítimas. Ainda assim, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, não deixou de ver esta notícia como uma afronta.

"Fiquei chocada com a notícia das faturas de dezenas de milhares de euros enviadas por um hospital suíço às famílias de alguns jovens envolvidos no incêndio de Ano Novo em Crans-Montana. É um insulto, além de uma chacota, que só uma burocracia desumana poderia produzir", escreveu nas redes sociais ao garantir que vai fazer "tudo o que for necessário para esclarecer a tragédia e apurar responsabilidades".

"Falei com o nosso embaixador. As autoridades suíças garantiram que se tratou de um erro e que as famílias não terão que pagar nada, mas pedi ao embaixador que mantenha a atenção altíssima sobre esse tema, porque seria repugnante que custos desse tipo possam recair sobre as vítimas ou sobre Itália."

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O embaixador italiano em Berna, Gian Lorenzo Cornado, regressou à Suíça nos últimos dias, depois de ter sido chamado pelo governo em janeiro, em protesto contra a falta de cooperação das autoridades suíças e da libertação de Jacques Moretti, - o proprietário do bar - e da companheira Jessica Maric. Aproveitou ainda para entrar em contacto com o presidente do Cantão de Valais, Mathias Reynard, para esclarecer a situação. A primeira reunião ocorreu na segunda-feira à tarde.

"Conversei com o presidente, que me assegurou imediatamente que o envio da fatura foi resultado de um erro", explicou o embaixador ao jornal Corriere della Sera . "As famílias das crianças feridas podem, inclusive, devolver o documento."

A conta em questão deverá ser paga integralmente pelo Cantão de Valais - responsável pela região de Crans-Montana. Suspeita-se, no entanto, que como este caso, outras 19 famílias italianas tenham recebido contas semelhantes.

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Por Sábado
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