A providência cautelar interposta por Augusto Baganha, ex-presidente do IPDJ, foi aceite na terça-feira pelo tribunal o que, no limite, significa que o Instituto está paralisado e que o ex-dirigente pode reassumir funções.
Baganha foi exonerado pelo secretário de Estado que nomeou um novo presidente para o organismo, Vítor Pataco, assim como um novo Conselho Diretivo. Com esta decisão do tribunal, o atual corpo diretivo está suspenso, pelo que impossibilitado de exercer os seus cargos.
Augusto Baganha esteve sete anos na liderança do IPDJ e a sua saída aconteceu a cerca de um ano de terminar o mandato, com a Secretaria de Estado da Juventude e Desporto a escolher Vítor Pataco para o cargo. A substituição gerou polémica, tendo Augusto Baganha criticado o sucessor, acusando-o de reter o processo sobre o alegado apoio do Benfica aos grupos organizados de adeptos não legalizados durante dez meses.
No âmbito deste processo, a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República ouviu as explicações de Augusto Baganha na semana passada: das pressões aos "ataques" e a SMS com o número de advogado do Benfica, o ex-presidente do IPDJ contou tudo.