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Já nas bancas. Geração Máxima: 10 mulheres que estão a mudar o futuro

Dez mulheres inspiradoras que estão a mudar o futuro, como Catarina Maia, Eva Cruzeiro e outras
• Foto: Ricardo Santos/Máxima

Ainda antes de o tema desta edição ter sido escolhido, tínhamos apenas uma certeza: seria sobre mulheres. Felizmente, desde que a Máxima foi lançada, há 38 anos, as mulhecres parecem estar cada vez mais por todo o lado. E estão. O que não significa que estejam nos sítios certos.

Em Portugal, as mulheres representam apenas 24% das pessoas visíveis nas notícias. São, no mínimo, três vezes menos ouvidas enquanto fontes de informação. Na televisão, representam 30% das fontes; na imprensa, 21%; no digital, 24%; e na rádio, apenas 18%. Em 2020, as mulheres constituíam 34% das pessoas presentes nas notícias - assustadoramente, cinco anos depois recuámos dez pontos percentuais.Vivemos numa época em que nunca foi tão fácil ter uma voz. Temos plataformas, redes sociais, meios de comunicação, ferramentas capazes de amplificar uma mensagem em segundos. Mas ter voz não é o mesmo que ser ouvida. E ser ouvida não significa, necessariamente, ser reconhecida como autoridade.

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A inteligência artificial, uma das grandes promessas do futuro, também não chega a este mundo numa folha em branco. Aprende com os nossos dados, as nossas escolhas, os nossos preconceitos. E, por isso, corre o risco de repetir, a uma escala sem precedentes, as desigualdades que já conhecemos. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, as profissões predominantemente femininas têm quase o dobro da exposição à inteligência artificial generativa das profissões dominadas por homens. As mulheres estão mais expostas às transformações que esta tecnologia pode provocar no trabalho e continuam menos representadas entre aqueles que a desenvolvem. Até o futuro, à partida tão promissor, corre o risco de ser construído sem nos ouvir o suficiente.

É neste mundo, cheio de possibilidades e de contradições, que escolhemos falar de mulheres que abrem caminho. Não necessariamente as primeiras, as mais famosas, as que chegaram mais longe ou as que acumularam mais prémios. Mas mulheres que, em diferentes áreas, recusaram a ideia de que as coisas têm de continuar a ser feitas como sempre foram. E curiosamente, só quando estávamos a chegar ao fim desta edição percebemos o que todas tinham em comum. Não era a ambição, embora nenhuma pareça ter falta dela. Não era a coragem, embora todas a tenham demonstrado. Era algo menos óbvio: a forma como, nas suas histórias, todas revelaram a rara capacidade de se pôr no lugar dos outros, sempre com preocupação e empatia.

Da política que fala para que todos a possam compreender à cozinha que senta à mesa quem nela quiser ter lugar. Da médica que faz mais perguntas além de “que medicamento toma?” à moda bordada pelas mãos de mulheres que tantas vezes permanecem na sombra. Da jornalista que chora perante as histórias que conta à televisão que troca a distância pela proximidade. Da literatura que dá voz a quem raramente é ouvido ao teatro que nos obriga a olhar para o outro.

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São percursos diferentes, com ambições, linguagens e formas de estar no mundo que não podiam ser mais distintas. Mas há algo muito poderoso nesta coincidência. Num tempo que insiste em medir o sucesso pela visibilidade, pelos resultados e pela capacidade de chegar primeiro, estas mulheres lembram-nos de que também importa aquilo que fazemos quando chegamos.

No primeiro editorial da Máxima, em 1988, escrevia-se que uma equipa quase mínima, mas coesa e responsável, tinha sido capaz de fazer “explodir” no mercado português uma revista que pretendia, todos os meses, surpreender a mulher. Trinta e oito anos depois, continuamos a querer surpreender. Mas queremos, acima de tudo, escutar. Porque o mundo não precisa apenas de mais mulheres em lugares de destaque. Precisa de mais mulheres a definir o que esses lugares podem ser.

Edição de aniversário já nas bancas.

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Crédito:

Fotografia: Ricardo Santos 

Styling: Cláudia Barros 

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Cabelos: Madalena Costa (Griffe) e Soya Marega 

Maquilhagem: Alex Origuella, Elodie Fiuza e Sara Fonseca 

Assistente de fotografia: Ricardo Lobo 

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Assistente de styling: Tita Mendes  

A Máxima agradece à Gleba todas as facilidades concebidas. 

(Esquerda-Direita) Catarina Maia: Camisola em lã e caxemira e vestido em algodão, ambos Massimo Dutti. Pulseira escrava Infinity em aço inoxidável, pulseira escrava Head To Tous em aço inoxidável e anel Infinity em prata, tudo Tous. Sapatos em pele, Mango. Gisela Mabel: Blusão e calças em pele e sandálias em pele, tudo Mango. Top em malha de lã, Longchamp. Brincos Infinity em prata, Tous. Jéssica Silva: Blusa em cupro, Massimo Dutti. Saia em seda, Issey Miyake, na Stivali Boutiques. Botas em pele, Mango. Cleo Diára: Casaco em algodão e sapatos em pelo de pónei, ambos Mango. Saia em algodão, Longchamp. Pulseira Infinity em aço dourado, anel Infinity em prata dourada e pulseira escrava Head To Tous em aço inoxidável, tudo Tous. Mariana van Zeller: Casaco, do arquivo. Camisola em malha de lã e seda, Intimissimi. Calças de ganga, Mango. Cinto, do arquivo. Sandálias em pele, Longchamp. Leonor Godinho: Camisa em popelina e botas em pele, ambos Mango. Saia em malha de seda, Lacoste. Eva Cruzeiro: Camisa em seda, Massimo Dutti. Calças em lã, Falconeri. Sapatos em camurça, Birkenstock. Joana Duarte: Camisola em malha, Mango. Saia, do arquivo. Collants em mousse, Calzedonia. Sapatos em pele, Massimo Dutti. Djaimilia Pereira de Almeida: Blusa em seda, calças em lã fria e sapatos em pele, tudo Massimo Dutti. Margarida Santos: Casaco em gabardine e sapatos em pele, ambos Massimo Dutti. Camisola em lã e seda, Longchamp. Calças em veludo, Mango. Colar Strain em aço bicolor com motivos, Tous. 

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Por Máxima
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