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Já se sabe o que provocou o acidente de comboio em Espanha que matou 45 pessoas

Já se sabe o que provocou o acidente de comboio em Espanha que matou 45 pessoas

O relatório preliminar da Comissão de Investigação de Acidente Ferroviários mostrou que durante a inspeção do comboio 'Iryo', detetaram-se marcas e deformações nas rodas dos vagões 2, 3, 4 e 5, que são compatíveis com uma fratura. O acidente do comboio em Córdova, Espanha, no domingo, provocou 45 mortes.

"Em relação às causas da rutura dos trilhos, nenhuma hipótese está descartada", acrescenta o relatório, segundo avança o jornal espanhol El País.

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A Comissão de Investigação de Acidente Ferroviários (CIAF) sublinha que as marcas encontradas nas rodas, bem como a deformação observada no carril, “são compatíveis com a existência de uma fratura na via”. As amostras do carril afetado vão ser agora enviadas para um laboratório metalográfico, com o objetivo de determinar as causas exatas da falha estrutural.

O documento acrescenta ainda que "os cortes estão presentes em todas as rodas correspondentes aos eixos ímpares das carruagens".

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou na noite de quinta-feira que o Executivo está a assumir “desde o primeiro momento” todas as suas responsabilidades relacionadas com o acidente. Em declarações após a reunião de líderes da União Europeia, Sánchez destacou que a alta velocidade ferroviária é um motivo de orgulho nacional e uma prioridade estratégica, sublinhando o seu papel fundamental na mobilidade em Espanha e na confiança dos cidadãos no sistema ferroviário.

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As autoridades confirmaram que foram localizadas as 45 vítimas mortais cujo desaparecimento tinha sido denunciado. Paralelamente, a Guardia Civil concluiu a inspeção da zona e entregou ao tribunal o primeiro relatório oficial sobre o sucedido.

Entretanto, na Catalunha, o serviço de comboios suburbanos Rodalies voltou a funcionar após dois dias de paralisação total, que provocaram fortes perturbações na mobilidade. A circulação foi restabelecida em todas as linhas, com exceção da R4, onde continuam os trabalhos de remoção das carruagens do comboio que descarrilou na passada terça-feira, em Gelida, nos arredores de Barcelona.

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As autoridades garantem que a segurança ferroviária continua a ser uma prioridade absoluta, enquanto prosseguem as investigações para apurar responsabilidades e evitar a repetição de tragédias semelhantes.

Por Correio da Manhã
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