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A procuradora que representou o Ministério Público no julgamento de 20 suspeitos de tráfico de seres humanos, no Tribunal de Beja, prescindiu do prazo para recorrer da decisão que absolveu, em janeiro, todos os arguidos, fazendo com que a decisão transitasse em julgado. A decisão da magistrada foi tomada à revelia da hierarquia, apurou o NOW, que estava a estudar uma forma de reverter a decisão dos juízes.Este caso começou em novembro de 2022, na sequência de uma mega-operação da Polícia Judiciária, que deteve 35 pessoas por suspeitas de tráfico de seres humanos e associação criminosa. De acordo com a investigação, estava em causa uma organização que contratava trabalhadores estrangeiros e, posteriormente, os distribuía por explorações agrícolas. As vítimas foram encontradas em situações de semiescravidão.
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