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Durante anos, o corpo de José Lopes foi visto como demasiado. Demasiado grande, demasiado visível, demasiado presente. Hoje, o comentário mudou de forma, mas não de intenção. Entre o “antes” e o “depois”, permanece a mesma vigilância: a ideia de que o corpo está sempre a ser avaliado, corrigido, interpretado. Num vídeo recente publicado nas suas redes sociais, o apresentador transformou a arena onde o chamam de “caveira” e “múmia” no seu palco, celebrando a diferença e assumindo o poder que sempre lhe pertenceu. Porque falar de corpo é falar de poder: quem pode ocupar espaço sem ser questionado e quem é permanentemente corrigido? Numa era em que o Ozempic domina as manchetes, o cyberbullying mantém-se - constante e como uma tendência muito mais antiga e enraizada. Leia o artigo na 'Máxima'
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