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Google Pixel Watch 3: desempenho de topo mas a pedir mais autonomia

Para quem está habituado a utilizar regularmente relógios desportivos, no caso o Coros Pace 3, passar para um uso regular de um smartwatch é sempre uma experiência diferente. Perdemos nas funções de desporto e saúde - que são, no fundo, o 'core' da nossa utilização -, mas ganhámos em praticamente tudo o resto, nomeadamente no aspeto da conectividade e na quantidade de aplicações que conseguimos ter diretamente no nosso pulso. É aí que se encaixa este Google Pixel Watch 3, um smartwatch que, como o nome indica, é a terceira iteração deste modelo da marca norte-americana e que, segundo aquilo que lemos, foi definitivamente a primeira aposta certeira.

Com 45mm de dimensão - há também a opção 41mm -, é o maior de todos os relógios lançados até ao momento pela Google, ainda que curiosamente este diâmetro maior nem se sinta tão grande como aquilo que sentimos noutros modelos de outras marcas. Essa maior dimensão também lhe confere uma maior superfície de ecrã e, claro, uma maior facilidade de análise e visualização dos dados apresentados. E isso, quer se veja bem ou menos bem, é sempre algo que se aprecia. Até mesmo porque o ecrã é tátil e, quanto maior for a superfície, melhor.

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Mas aquilo que se aprecia é mesmo a forma como a Google conseguiu colocar num relógio compacto, que assenta muito bem no pulso, tudo aquilo que temos à nossa disposição. Do ponto de vista de smartwatch, tem tudo aquilo que esperamos de um modelo topo de gama. Ainda para mais quando é produzido por uma marca que tem tanto poder na forma como aplicações e mais variados serviços são desenvolvidos.

Olhando ao que mais nos interessa - o aspeto desportivo -, o Pixel Watch 3 não fica nada mal. Tem alguns pontos menos positivos, que iremos abordar nas linhas seguintes, mas nada de muito crítico para quem tenciona investir neste tipo de equipamentos. Sempre que, claro, não seja para uma utilização intensiva de desporto. É, diríamos, mais apontado para quem pratica atividade física de forma casual, com uma corridinha aqui e ali e também algumas sessões de ginásio.

Um dos pontos que nos leva a apontar este facto deve-se essencialmente à duração da bateria, que nem chega aos dois dias com uso diário e a treinar uma vez por dia. Isso, para nós, é desde logo um aspeto crítico, pois gostamos de ter um relógio que nos permita ir com segurança para o treino, sem temer que um eventual esquecimento de o carregar nos deixe com os registos a meio termo. Mas se a ideia for treinar aqui e ali, então é ótimo!

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Google Pixel Watch 3: desempenho de topo mas a pedir mais autonomia

Como também é ótimo para esse tal uso desportivo, nomeadamente na forma como deteta os percursos e também os dados do sensor cardíaco. Neste último aspeto, como sempre fazemos, fizemos o teste utilizando como comparação a TICKR Fit Armband da Wahoo e os dados foram relativamente similares. A princípio o sensor do Pixel Watch 3 demora uns segundos a entrar no 'flow', mas assim que apanha o ritmo, consegue detetá-lo de forma praticamente a par daquilo que trazemos da banda da Wahoo. Não é perfeito e nota-se um certo atraso no momento de apontar variações mais bruscas, mas esse ponto é algo comum à maior parte dos relógios, mesmo até os desportivos.

Quanto à deteção do percurso, diríamos que está num ponto intermédio. Não compromete, não apresenta dados absurdos, mas tem aqui e ali alguns momentos de falha. E o mais curioso é que essas falhas normalmente acontecem em pontos de campo aberto, já que entre prédios até achamos que se portou muito bem.

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Do ponto de vista do interface, esse é um aspeto que, diríamos, a Google tem de pensar de outra forma. Especialmente para aquele momento em que queremos terminar o treino. Ao contrário de outras marcas, que têm um botão dedicado a essa função, com o Pixel Watch 3 temos sempre de fazê-lo com o touch screen, arrastando para a esquerda e premindo o 'concluir'. Não é a forma mais intuitiva de fazê-lo, confessamos...

E já que falamos no ecrã, temos de apontar também coisas boas. O touch screen funciona muito bem, tendo praticamente uma resposta a imediata aos nossos comandos. O ecrã, como dissemos acima, tem agora uma maior superfície e as cores são bastante vivas e globalmente é de fácil visualização.

Google Pixel Watch 3: desempenho de topo mas a pedir mais autonomia
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Um ponto que temos de apontar como negativo também é a ausência de ligação a outras aplicações desportivas, nomeadamente Strava e Training Peaks. Este último cada vez mais utilizado (e quase necessário) por quem pratica desporto com algum afinco. Ainda assim, de notar que é possível construir treinos na aplicação Fitbit e transferi-los para o relógio. E, ao contrário de outras marcas, como por exemplo a Huawei, é mesmo possível fazer treinos compostos com diferentes distâncias (por exemplo, 4x1000 + 4x400). O que realmente se agradece.

Falando na app Fitbit, é aí que ficam todos os dados. Tanto do treino, como também os de saúde, com a deteção de todo o tipo de métricas que estamos habituados a que os smartwatches atuais consigam registar. E como apontámos acima, com dados como o batimento cardíaco bastante fiáveis.

Para fechar, voltamos a um tema que já abordámos acima: a bateria. Permite-nos chegar perto dos dois dias de utilização com um carregamento se treinarmos uma vez por dia. Esta um pouco em linha com a maior parte dos concorrentes, mas perde (e muito!) para a Huawei, que continua a ser uma marca num outro nível neste particular. Um aspeto que nos causou estranheza foi mesmo a forma como a bateria é utilizada em momento desportivo: o consumo é elevadíssimo! Contudo, para smartwatch, dois dias de autonomia acaba por ser algo normal. Gostávamos de ter algo de diferente, mas não vamos penalizar a análise por um aspeto que acaba por ser comum a quase todas as marcas.

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Em suma, por uma verba em torno dos 400 euros (nesta altura há promoções que permitem comprar a versão de 41mm a 330€ e a de 45mm a 380€), levamos um relógio capaz de responder a todas as necessidades de quem precisa de um smartwatch para uso diário, com uns treinos aqui e ali de forma casual.

Por Record
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