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Fernando Oliveira: «Há maldosos sempre com a pistola apontada»

• Foto: Rui Minderico

R - Alguns sócios acusam-no de falta de transparência na gestão do clube, nomeadamente em relação à questão dos PER...

FO – Demos todas as explicações aos sócios numa assembleia geral. O advogado que preparou o PER explicou ponto por ponto os problemas do Vitória, as suas dívidas e receitas. Não podia ser eu a explicar melhor. Se alguém tiver dúvidas, vai ao tribunal, consulta do PER e sabe todos os movimentos que existiram e existem no Vitória.

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R - Que razões encontra para o chumbo das contas de 2015 e do orçamento 2016/17 em outubro?

FO – Quem votou contra já ia preparado para dizer que não. Antes de ouvirem as explicações já estavam a pedir para reprovar. Não há discurso que possa convencer as pessoas que vão para a assembleia de má vontade e com a intenção de chumbar as contas.

R - Como avalia a situação financeira do clube?

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FO – É difícil, mas estável. É uma situação controlada. O Vitória tem tido dificuldades ao longo dos anos. Paulatinamente, temos ultrapassado essas dificuldades, mas não tenhamos os problemas todos resolvidos. As dívidas que existem são do passado. O passivo tem 15, 20 anos. Não conhecia a maior parte dos jogadores a quem se deve, como os ‘Amunekes’ e ‘Juliens’, que nunca vi jogar. Não é fácil pagar o passivo herdado e gerir o presente. Só com a ajuda de alguns investidores temos ultrapassado as dificuldades. A preocupação são os jogadores, a equipa técnica, os roupeiros, os administrativos e toda essa gente. Felizmente, os ordenados estão em dia.

R - Sente que a sua imagem pode ser prejudicada pelo processo que foi julgado em tribunal?

FO – Os processos em tribunal deveriam aglutinar os sócios em relação a mim. O dinheiro não chega para tudo; ou pago os ordenados aos jogadores, ou pago às Finanças e à Segurança Social. Não se pagando, as responsabilidades vêm para cima do presidente. Não são dívidas pessoais, mas do Vitória, e fui condenado por essas. Uma de 58 mil euros foi paga e fui absolvido; outra de nove mil que estavam incluídos no PER e a ser pagos dentro da calendarização estipulada. Quem paga 58, paga nove! Só pessoas maldosas podem interpretar de outra forma.

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R - Os vitorianos percebem isso?

FO – Não sei. Os mais lúcidos percebem, os maldosos que têm sempre a pistola apontada percebem mas não querem perceber.

R - Há mais lúcidos ou maldosos?

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FO – Mais lúcidos. Os maldosos são poucos. São pessoas que conhecemos e estão referenciadas. Damos-lhes a importância que merecem.

Por Miguel Pedro Vieira e Ricardo Lopes Pereira
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