_
R - Já estavam em estágio no decorrer do Campeonato do Mundo. Aproveitou para analisar os jogos com os jogadores?
HS – Já são eles próprios que identificam as coisas e me dizem que se aquela equipa tivesse feito da forma como treinámos no dia tal, talvez tivessem mais êxito. Quando assistem a jogos em ambiente descontraído, já compreendem e estão atentos aos ritmos de jogo, às diferentes fases de uma partida e tiram ilações para as poderem aplicar eles próprios. Felizmente, gostam todos de ver futebol. Porque têm passado aqui alguns jogadores, de gerações anteriores, que não consideravam atrativo um jogo de futebol mais ou menos importante. Mas estes últimos grupos têm demonstrado essa paixão pelo jogo e é bom ver e sentir isso neles.
R - Ao verem a competição e a Seleção principal a jogar, notou a ambição de um dia poderem ser eles a estar lá?
HS – Sim, querem estar lá e sofrem muito. Estavam todos a puxar pela Seleção Nacional, vibravam bastante e viviam as situações em uníssono. É bom saber que essa ligação está sempre presente e que não se desliga. Está adquirida.
R - Vê algum destes jogadores a integrar a Seleção principal num futuro próximo?
HS – Têm chegado sempre dois ou três ao longo desta década em que trabalho na Federação Portuguesa de Futebol. Claro que estes jogadores sentem que também pode vir a acontecer com eles. Até porque têm estado presentes em grandes competições, como campeonatos da Europa e do Mundo, e isso é importante para eles ganharem espaço nas seleções. E, para nós, isso é um pouco a nossa conquista, contribuir para que eles possam chegar à Seleção principal.
Por Luís Magalhães