Rodolfo Frutuoso terminou, em 2009, uma carreira de futebolista que o próprio considera ter ficado aquém das expectativas. O antigo defesa começou então a trabalhar com Paulo Lima, agente FIFA português há muito radicado na Holanda.
“Nunca me imaginei como treinador, mas queria ficar ligado ao futebol. Não como agente, uma palavra da qual não gosto, mas como consultor de jogadores. Tinha uma boa relação com o Paulo Lima, que fora meu representante, e desafiei-o a fazer renascer a Eurofoot, pois a empresa estava meio adormecida”, recorda Rodolfo Frutuoso.
No ano seguinte, Torrão, médio com carreira feita na 1.ª Liga, deixou de jogar e juntou-se ao amigo. Quatro anos depois a Eurofoot gere a carreira de cerca de 90 jogadores, desde internacionais das camadas jovens a outros que deram o salto dos escalões secundários para o estrangeiro.
“As coisas começaram a correr bem e, pouco depois, o Paulo Lima propôs-nos sociedade. Neste momento a empresa pertence aos três. Penso que já estamos entre as 10 maiores do género e só não estamos num patamar superior porque um ou outro processo não correu da melhor maneira. Dentro de cinco anos queremos estar no top 5”, explica, determinado, Torrão.
Para tal, os dois empresários pretendem seguir a linha orientadora do trabalho realizado até ao momento. “O facto de termos sido jogadores ajuda a nossa tarefa, pois sabemos o que eles sentem, temos a sensibilidade para compreender os seus problemas e falamos a mesma linguagem”, explica Rodolfo Frutuoso.
Miguel Rodrigues referenciado pela Europa fora
A Eurofoot representa cerca de 90 jogadores e alguns deles, acreditam os responsáveis pela empresa, vão dar grandes passos na carreira muito em breve. Nessa situação está Miguel Rodrigues, defesa-central do Nacional, uma das revelações da 1.ª Liga 2013/14.
“Neste momento, o Miguel está referenciado por vários clubes europeus, facto que confirma a sua ascensão meteórica. Neste momento é o nosso maior ativo, facto que nos deixa muito orgulhosos porque é um jogador que levámos dos juniores da U. Leiria para a Madeira e agora é titular no Nacional”, explica Rodolfo.
O defesa é, de resto, um exemplo entre muitos jogadores que a Eurofoot acompanha desde tenra idade, alguns desde os juvenis. “Nestes quatro anos, apenas três já não estão connosco. Todos os outros continuam, o que revela a sua satisfação com o nosso trabalho”, remata o empresário.